publicidade
Política

Cultura culpa governo anterior por falhas de fiscalização apontadas pelo TCU

Ministério alega que o documento do Tribunal ‘não incorpora informações relevantes e atualizadas’

Ministério da Cultura
Auditoria do TCU apontou "desgovernança generalizada" no Ministério a Cultura I Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Depois de um relatório do Tribunal de Contas da União apontar falhas na fiscalização de recursos públicos, o Ministério da Cultura informou neste domingo, 21, que a maioria dos problemas citados vem de gestões anteriores. A declaração foi dada à reportagem do Estadão, sobre o controle de R$ 22 bilhões sem fiscalização adequada e gestão de prazos por planilhas manuais.

Leia também: “Cultura da corrupção”, artigo de Sarah Peres publicado na Edição 263 da Revista Oeste

Receba nossas atualizações

A Cultura classificou o relatório do TCU como “preliminar” e alegou que o documento “não incorpora informações relevantes e atualizadas”. Segundo a nota, “o passivo de R$ 22 bilhões mencionado refere-se a projetos de gestões passadas, com responsabilidade do governo anterior, que negligenciou a fiscalização e mascarou o real volume de processos pendentes”.

Falhas apontadas pelo TCU

O relatório divulgado no mês passado indica que o ministério acumula 29,7 mil projetos culturais com prestações de contas não analisadas, totalizando R$ 22 bilhões em recursos cuja destinação não foi verificada.  O TCU aponta “problema crônico” e “desgovernança generalizada” no setor, além de descumprimento de prazos e ausência de mecanismos internos para controle efetivo.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Auditores do tribunal identificaram que o controle dos prazos de prescrição era feito por planilha Excel, preenchida manualmente, considerada ineficaz por não registrar notificações ou movimentações que reiniciam o prazo legal. 

Isso pode levar o sistema a indicar dívidas como prescritas, mesmo quando o governo ainda teria prazo para cobrar. Além disso, servidores do ministério revelaram desconhecimento sobre diferenças entre tipos de prescrição.

Ministério da Cultura rebate 

Alterações recentes na pasta dispensaram análises financeiras detalhadas para a maioria dos projetos, reduzindo o índice de reprovação por irregularidades a zero em 2024. As novas regras afetam projetos apoiados por leis como Rouanet, Paulo Gustavo e Aldir Blanc. O ministério defende que as mudanças visam “desburocratização, agilidade e valorização do resultado cultural”, em sintonia com o novo Marco Regulatório do Fomento à Cultura.

Por fim, a nota oficial do ministério criticou a reportagem do Estadão por se basear em documento preliminar e sigiloso do TCU, sem considerar dados mais atuais: “A publicação, ao se basear em dados incompletos, pode induzir o leitor a interpretações equivocadas”.

Leia mais sobre:

3 comentários
  1. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    Toma vergonha na cara “ministra” todo o Brasil sabe que vc não tem cultura, conhecimento,, capacidade administrativa, nem moral para administrar um ministério, tem mais de 03 anos como ministra e ainda quer culpar o Bolsonaro???

  2. Silva lilica
    Silva lilica

    Conforme orientação da alma mais honesta do mundo; “descobriu o erro, disfarça rápido apontando logo o culpado.” aula pratica

  3. FLAVIO AUGUSTO ROSSI
    FLAVIO AUGUSTO ROSSI

    A CULPA É DO BOLSONARO…. QUADRILHA CULTURAL..

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.