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Política

Custos de voos de autoridades em jatinhos da FAB somam R$ 8,6 milhões

De acordo com ao jornal Gazeta do Povo, foram 394 trajetos, sendo 75 em modalidade apelidada como 'Uber aéreo'

Avião da FAB
Jatinho do Grupo de Transportes Especiais (GTE), da FAB | Foto: Tenente Enilson/FAB

As viagens de presidentes do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal (STF), do ministro da Justiça Ricardo Lewandowski e de outras autoridades em voos secretos da Força Aérea Brasileira (FAB) custaram R$ 8,6 milhões até o início de novembro.

De acordo com levantamento do jornal Gazeta do Povo, foram 394 trechos em aeronaves da FAB, sendo 75 na categoria apelidada de “Uber aéreo”, com 3, 2 ou apenas um passageiro. Em 14 voos, havia só um ocupante.

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O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, realizou 82 voos e dividiu a aeronave com outros ministros em apenas 5. A despesa total foi de R$ 1,65 milhão, incluindo 19 voos tipo “Uber aéreo”, que somaram R$ 346 mil.

Detalhes dos ‘voos secretos’ na FAB

A maioria envolveu o trajeto Brasília–São Paulo: foram 54 trechos, muitos deles realizados entre sexta e segunda-feira, sem agenda oficial na capital paulista.

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Os 48 voos secretos, usados por “agentes à disposição da Defesa”, custaram R$ 883 mil. Destes, 39 também foram na modalidade “Uber aéreo”, ao custo de R$ 565 mil. Em 11 voos, havia apenas o agente a bordo. A autorização é concedida caso a caso pelo Ministério da Defesa.

Brechas na legislação

Hugo Motta votação IR Câmara
Hugo Motta lidera despesas em aviões da FAB | Foto: José Cruz/Agência Brasil

A brecha para ampliar o uso de jatinhos a outras autoridades surgiu no início do governo Luiz Inácio Lula da Silva, quando ministros do STF relataram ameaças em voos comerciais.

A lei previa jatos só para presidentes da Câmara, Senado e STF, além do vice-presidente. O então ministro Flávio Dino interpretou que o uso poderia ser autorizado quando houvesse risco à segurança. Hoje, Dino está no STF.

O presidente da Câmara, Hugo Motta, lidera as despesas: 113 voos e R$ 2,8 milhões, incluindo viagens ao exterior, para Nova York e Lisboa (R$ 470 mil). O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, gastou R$ 1 milhão em deslocamentos internos.

Leia também: “Farra no céu”, artigo de Augusto Nunes e Branca Nunes na Edição 240 da Revista Oeste

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