De 39 municípios da região metropolitana de SP, 32 não querem lockdown

Desse total, cinco não se pronunciaram e apenas Rio Grande da Serra - além da capital -  se mostrou a favor da paralisia completa do município.
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Covas decidiu lançar projeto que dá tablets para alunos carentes justo no início da pré-campanha para prefeito. Coindidência? <br> Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Covas decidiu lançar projeto que dá tablets para alunos carentes justo no início da pré-campanha para prefeito. Coindidência?
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil | tablets, Bruno Covas, educação, projeto escola digital, eleições 2020

Desse total, cinco não se pronunciaram e só Rio Grande da Serra, além da capital, se mostrou favorável à paralisia completa na cidade

Bruno Covas
O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, só tem o apoio de Rio Grande da Serra na ideia de lockdown na região metropolitana da capital | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

A adoção do lockdown, nova ameaça imposta pelo governador de São Paulo, João Doria, não é bem-vista pela maioria dos prefeitos da região metropolitana da capital. Nela, apenas São Paulo, do prefeito e ex-vice de Doria Bruno Covas, e Rio Grande da Serra apoiam a ideia, entre os 39 municípios que a compõem.

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Covas já avisou que, se o confinamento social continuar abaixo do que a gestão entende como ideal, vai inserir a capital, com o auxílio do governo estadual, no bloqueio total. No entanto, o prefeito está ciente  de que, se colocar a cidade em lockdown mas os municípios vizinhos não acompanharem a medida, de nada vai adiantar, já que a circulação de pessoas vindas da Grande São Paulo faria com que se mantivesse a disseminação do vírus.

Para a maioria das prefeituras, a possibilidade deve ser considerada caso a ocupação dos leitos das unidades de terapia intensiva (UTIs) chegue mais perto do limite. O índice é de 85,5% na rede estadual da região, mas atinge 89,9% na capital.

“Para decretar o lockdown, o primeiro problema é a falta de leitos hospitalares e de UTIs —  até porque aí você deixa de ter onde atender a população —, o que não é meu caso”, esclarece o prefeito de São Bernardo do Campo. “Neste momento, não teria nenhum sentido o lockdown, tampouco o rodízio [ampliado de veículos], tanto que não o implementamos.”

Já o prefeito de Diadema, Lauro Michels, cobra uma justificativa e estudos técnicos que corroborem a decisão. “Temos que respeitar a doença, mas, se for para fazer um lockdown para voltar e ficar do jeito que está agora, não sei como vai terminar o ano. A arrecadação cai a cada dia, as contas chegam”, alerta Michels.

“Não sou favorável ao lockdown. Só se for a última, a última medida a ser tomada por conta do crescimento de óbitos em Mogi das Cruzes ou nas cidades vizinhas”, frisa Marcus Melo, prefeito da cidade, em que apenas 50% dos leitos de UTI estão ocupados.

Até o momento, nenhum dos prefeitos foi consultado por Bruno Covas ou João Doria sobre a possibilidade de paralisação total.

Leia também: Mais de 50% dos leitores de Oeste são a favor do isolamento parcial 

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6 comentários Ver comentários

  1. Bruno Coveiro e DitaDória não estão preocupados com a população paulistana. Dane-se quem morrer. Quando a situação ficar preta, correrão atrás o governo federal de pires na mão.

  2. João Dória e Bruno Covas perderam nas suas apostas: rodízio e lokcdown. Se Tivessem se informado e seguido o exemplo da Suécia e as declarações de Bolsonaro quanto a hidroxicloroquina estariam bem na fita e com o apoio da população. Os números de contaminados e mortos não param de crescer,devido a quarentena burra e o não tratamento com azitromicina + hidroxicloroquina leva ao agravamento da doença e aumenta o número de pacientes nas UTIs. É hora de acabar com a teimosia ou serão banidos da política de uma vez por todas.

  3. O Bruno Covas e o Dória estão mais perdidos que cego em tiroteio. Tomam decisões atabalhoadas e depois querem jogar a conta para a União. Morreram para a política.

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