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Política

De Toni critica prisão de Bolsonaro e denuncia ‘escalada autoritária’

Deputada afirma que medida fere liberdades constitucionais e deve ser combatida pelo Congresso

carol de toni
Na nota, a deputada chamou de ilegais as restrições impostas a Bolsonaro | Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

A líder da minoria na Câmara dos Deputados, Caroline De Toni (PL-SC), repudiou com veemência a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro. Em nota oficial divulgada nesta segunda-feira, 4, a parlamentar classificou a medida como arbitrária e acusou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de promover uma decisão “monocrática” e vingativa.

De Toni ressaltou que Bolsonaro nunca sofreu condenações por crimes como corrupção nem lavagem de dinheiro. Segundo ela, o ex-presidente “dedicou sua vida ao país” e sofre uma perseguição incompatível com os princípios do Estado Democrático de Direito.

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Na nota, a deputada chamou de ilegais as restrições impostas a Bolsonaro, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de se comunicar com o público. Para ela, a “censura” aplicada ao ex-presidente viola frontalmente a Constituição.

“A medida sequer tem amparo legal”, afirmou a parlamentar. “Ela foi desenhada exatamente no extremo oposto do que determina a Constituição: inviolabilidade da liberdade de expressão e proibição da censura prévia.”

De Toni argumenta que a justificativa usada por Moraes — o descumprimento de medidas cautelares — não sustenta a prisão. Ela afirma que a decisão tem caráter político e pretende retaliar Bolsonaro por sua atuação na Presidência da República.

Moraes decreta prisão de Bolsonaro

Nesta segunda-feira, 4, o ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, sob o pretexto de supostos descumprimentos de medidas cautelares estabelecidas pelo STF.

A prisão de Bolsonaro ocorreu dias depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aplicar a Lei Magnitsky contra o magistrado brasileiro.

+ Leia também: “Defesa diz que Bolsonaro não descumpriu medidas e contesta prisão domiciliar”

Em sua decisão, Moraes argumentou que a participação do ex-chefe do Executivo, “preparando material pré-fabricado para divulgação nas manifestações e redes sociais, demostrou claramente que manteve a conduta ilícita de tentar coagir o STF e obstruir a Justiça”.

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