A deputada federal Carol De Toni (PL-SC) apresentou um novo requerimento à Procuradoria-Geral da República (PGR) para pedir o afastamento do ministro Dias Toffoli da condução de processos relacionados ao caso Banco Master.
A iniciativa, também assinada pelos deputados Carlos Jordy (PL-RJ) e Adriana Ventura (Novo-SP), ocorreu depois de o procurador-geral da República, Paulo Gonet, ter declarado à imprensa que não teria sido formalmente provocado sobre o impedimento do magistrado no caso Master.
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A parlamentar afirmou que a declaração não corresponde ao que foi apresentado anteriormente. De Toni disse que em dezembro de 2025 protocolou uma representação formal, acompanhada de provas e fundamentos jurídicos, mas o pedido acabou arquivado sem análise aprofundada do conjunto probatório.
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Para De Toni, o tema permanece aberto porque, como sustenta no novo documento: “Impedimento de magistrado é matéria de ordem pública”. “Não perde validade com o tempo e pode ser discutido a qualquer momento, especialmente quando surgem fatos novos.”
O caso citado pela deputada envolve suspeitas e investigações em torno do Banco Master, cujo controlador, Daniel Vorcaro, é alvo de apurações que passaram a se conectar com discussões políticas e institucionais no Congresso, em especial no contexto da CPMI do INSS e do debate sobre a retenção de documentos e provas vinculadas ao banco.
Gonet arquiva pedido anterior

No despacho da PGR que arquivou a primeira representação anterior, Gonet registrou que os parlamentares buscavam “oposição de arguição de impedimento e suspeição” para afastar Toffoli da relatoria de investigação que trata de supostas fraudes financeiras envolvendo a instituição.
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No texto, Gonet mencionou como fato central “suposta viagem” na mesma aeronave em que estaria um advogado ligado à defesa de um diretor do banco.
O procurador-geral concluiu que não haveria providências imediatas a serem tomadas e determinou o arquivamento: “Não há, portanto, qualquer providência a ser adotada no momento”.
Novo pedido de De Toni
No novo pedido, Carol De Toni afirmou que surgiram elementos adicionais e elenca fundamentos que se enquadram no artigo 252 do Código de Processo Penal. Entre os pontos, estão a menção a vínculos pessoais e societários envolvendo pessoas próximas ao ministro, além de episódios que levantariam dúvidas sobre a condução do caso.
A deputada sustentou que o debate não seria político, mas baseado em fatos verificáveis: “O que está em discussão não é opinião, é a preservação da imparcialidade judicial e da credibilidade do sistema de Justiça”.
“Se o ministro não for considerado impedido, logo logo poderemos ver a anulação do processo e não é isso que queremos”, disse. “Iremos até o fim, seja por meio da CPMI ou de cobranças formais para trazermos à tona a verdade e para punir os envolvidos no maior escândalo bancário da história do Brasil.”





































Não é só impedimento. É preventiva mesmo aprendendo o passaporte.