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Política

Defesa de Bolsonaro destaca ‘vícios de procedimento’ no julgamento no STF

Paulo Cunha Bueno cita falta de provas e cobra imparcialidade da 1ª Turma da Suprema Corte

Jair Bolsonaro moção solidariedade PL Câmara
Ex-presidente Jair Bolsonaro | Foto: Antonio Augusto/STF

O advogado Paulo Cunha Bueno, que defende o ex-presidente Jair Bolsonaro, criticou nesta terça-feira, 9, o julgamento em andamento na 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). A Corte analisa a Ação Penal n° 2.668, na qual Bolsonaro e outros sete acusados respondem por supostos crimes contra o Estado Democrático de Direito.

Em publicação nas redes sociais, Bueno argumenta que “o processo apresenta vícios de procedimento incontornáveis”. Nesse sentido, o jurista ressalta, por exemplo, dificuldades de acesso a provas e restrições à atuação da defesa.

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Segundo ele, a equipe não teve contato a todos os elementos da investigação nem pôde acompanhar os interrogatórios de outros núcleos do processo.

Bueno criticou ainda a homologação de uma delação premiada, que, segundo a defesa, teria sido obtida sem voluntariedade do colaborador. Para o advogado, o mérito da ação sofre de “total ausência de provas” e não há fatos que relacionem Bolsonaro aos crimes atribuídos pela Procuradoria-Geral da República.

“Também no mérito ressente-se da total ausência de provas e, pior ainda, da inexistência de um único fato que pudesse remeter qualquer conduta do presidente Bolsonaro à descrição das condutas dos crimes que se lhe imputam”, escreveu Bueno.

Bueno pede julgamento estritamente jurídico

Na manifestação, o advogado declarou esperar que os ministros se atenham apenas a fundamentos técnicos.

“Espera-se que esse julgamento, inédito e histórico na vida forense do Brasil, seja pavimentado só e somente por questões jurídicas, o que tornará a absolvição inevitável”, ressaltou o jurista.

Leia também: “Bolsonaro não vai ao julgamento no STF: ‘Não tem recomendação médica'”

Ele concluiu sua crítica ao fazer referência a um episódio histórico de condenação injusta na França. “Como disse em minha sustentação oral, que não tenhamos nesta ação penal a versão brasileira do emblemático caso Dreyfus.”

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3 comentários
  1. IVAN SEVERO DA SILVA
    IVAN SEVERO DA SILVA

    Se fosse os sindicatos das putas ,elas teriam defendido a integrante com unhas e dentes ,uma não largaria a mão da outra .
    A gente gasta bilhões com as forças armadas bolivarianas do Brasil ,pra quê? Não defende nem os seus de uma ditador ,imagine a gente .

  2. Magno Jesus De Afonso
    Magno Jesus De Afonso

    Defesas excelente, mas infelizmente é igual o áudio vazado do delator Mauro cid ” eles já estão com a narrativa pronta, o Alexandre de Moraes e a Lei ” ou seja vai condena e prende .

  3. Carlos Soares
    Carlos Soares

    Quaisquer argumentos da defesa, por mais sólidos que sejam (e são), serão derrubados pelo imperador chefe com o disco arranhado das narrativas de que tudo foi disponibilizado à defesa e que todo o processo seguiu os ritos estabelecidos pelas leis.
    Vai ser insuportável aturar as festas dos esquerdofrênicos cegos e doutrinados quando o Bolsonaro for preso por esses crápulas ditadores, segundo a fantasia por eles criada.

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