A defesa de Jair Bolsonaro solicitou a autorização de visita dos filhos do ex-presidente ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-chefe de Estado está preso preventivamente na superintendência da Polícia Federal em Brasília desde sábado 22.
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Conforme o formulário apresentado ao STF, constam os nomes do senador Flávio (PL-RJ), do vereador carioca Carlos (PL-RJ) e do vereador de Balneário Camboriú Jair Renan (PL-SC). O deputado federal licenciado Eduardo (PL-RJ), que atualmente mora nos Estados Unidos com a mulher e os filhos, não foi incluído pela defesa.
A solicitação de visitas foi enviada por despacho de Moraes na manhã deste domingo, 23, que condicionou a entrada de familiares à apresentação de cadastro prévio. Segundo o magistrado, tal exigência é “necessária para fazer o cadastramento” dos visitantes.

A ex-primeira-dama Michelle foi autorizada a visitar o ex-presidente entre 15h e 17h deste domingo. A liberação ocorreu logo depois da audiência de custódia que ratificou a prisão de Bolsonaro.
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Além do registro dos nomes dos filhos, o formulário enviado pelos advogados de Bolsonaro continha ainda solicitação de autorização para possíveis visitas adicionais, bem como informação de que o ex-presidente está sob atendimento médico integral, “em regime de plantão”.
Audiência de custódia de Bolsonaro

Em depoimento durante audiência de custódia, Bolsonaro relatou que sua tentativa de danificar sua tornozeleira eletrônica foi um episódio de “paranoia” e “alucinação” provocados pela ingestão de medicamentos.
A audiência ocorreu por videoconferência no início da tarde deste domingo. Moraes não participou e, portanto, a juíza auxiliar Luciana Yuki Fugishita Sorrentino conduziu a sessão. A magistrada decidiu por manter a prisão preventiva de Bolsonaro.
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O documento registra que Bolsonaro relatou ter usado um ferro de solda para abrir a tampa do equipamento na noite da última sexta-feira, 21, e início da madrugada de sábado. Segundo a ata, ele afirmou sofrer um episódio de desconfiança provocado por remédios receitados por médicos diferentes.
“O depoente afirmou que estava com ‘alucinação’ de que tinha alguma escuta na tornozeleira, tentando então abrir a tampa”, informou a juíza, em ata. O ex-presidente também disse que começou o uso de um dos medicamentos “cerca de quatro dias antes dos fatos”.
A juíza também registrou que Bolsonaro associou o comportamento à interação de pregabalina e sertralina: “Teve uma ‘certa paranoia’ (…) em razão de medicamentos que foram receitados por médicos diferentes e que interagiram de forma inadequada”.
Bolsonaro disse que, depois de tentar manipular a tornozeleira, desistiu: mexeu no equipamento “tarde da noite e parou por volta de meia-noite”, antes de comunicar os agentes da custódia. O documento relata ainda que nenhuma das pessoas presentes na casa — a filha, o irmão mais velho e um assessor — presenciou a ação.
De acordo com a ata, quando indagado diretamente pelos advogados, ele respondeu que “não tinha qualquer intenção de fuga e que não houve rompimento da cinta”. Ele também informou que ainda possui em casa o objeto de solda usado na tentativa de violar a tornozeleira.






































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