publicidade
Política

Defesa de Bolsonaro responde a Moraes e nega plano de asilo na Argentina

'Jamais houve o descumprimento de qualquer medida cautelar', afirmaram os advogados

Bolsonaro senta-se diante do ministro Alexandre de Moraes durante seu julgamento no Supremo Tribunal Federal - 10/6/2025 | Foto: Mateus Bonomi/Agência de Fotografia/Estadão Conteúdo
O ex-presidente Jair Bolsonaro | Foto: Mateus Bonomi/Agência de Fotografia/Estadão Conteúdo

O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou, nesta sexta-feira, 22, manifestação ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que contestou supostos descumprimentos de medidas cautelares impostas ao ex-chefe do Executivo, como o uso de redes sociais e a existência de um rascunho de pedido de asilo político na Argentina.

Na petição, os advogados classificaram a investigação como “a mais indisfarçada manifestação do lawfare”. O termo, traduzido como “uso estratégico de procedimentos legais para intimidar ou atrapalhar um oponente”, foi empregado pela defesa para argumentar que o relatório policial teria caráter político. Segundo o texto, “o objetivo é o massacre, a desmoralização”.

Receba nossas atualizações

Contestação sobre o asilo político

A defesa rejeitou a acusação de que Bolsonaro planejou fuga para a Argentina. Os advogados afirmaram que o documento de 33 páginas, encontrado no celular do ex-presidente, era apenas “um mero rascunho antigo enviado por terceiro” e que “não se materializou”. No texto, sustentam que “com ou sem o rascunho, o ex-presidente não fugiu”.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

O relatório da Polícia Federal (PF) alegava que o arquivo revelaria planejamento de atos “para fugir do país, com o objetivo de impedir a aplicação de lei penal”. Para os advogados, a conclusão é “irreal” e não se sustenta, já que Bolsonaro permaneceu no Brasil e cumpriu as determinações judiciais impostas.

Bolsonaro não respondeu a mensagem de Braga Netto

Outro ponto contestado foi a referência a um SMS enviado pelo general Walter Braga Netto ao telefone de Bolsonaro, em fevereiro de 2024. A mensagem dizia: “Estou com este número pré pago para qualquer emergência”, escreveu. “Não tem zap, somente face time. Abs Braga Neto.”

A PF entendeu que o conteúdo demonstra descumprimento da medida cautelar que proibia contato entre os investigados no inquérito. A defesa rebateu e afirmou que Bolsonaro sequer respondeu à mensagem enviada.

“A mensagem foi apenas recebida!”, escreveram os advogados, “sem notícia de resposta. Sem qualquer reação. Sem qualquer comunicação por parte do ex-presidente.” A defesa acrescentou que “a inexistência de resposta é o exato contrário de manter contato”.

O general Walter Braga Netto, que segue preso: juristas questionam conduta das autoridades em Brasília | Foto: Isac Nóbrega/PR/Arquivo
O general Walter Braga Netto segue preso | Foto: Isac Nóbrega/PR/Arquivo

Conversas com advogado norte-americano

O documento também abordou trocas de mensagens entre Bolsonaro e o advogado norte-americano Martin de Luca, representante das plataformas Rumble e Trump Media no Brasil. Segundo a PF, a interlocução revelaria indícios de articulação em litígios internacionais.

A defesa sustentou que não havia qualquer proibição de contato com o profissional, que não é investigado, e que as conversas se limitaram a “recebimento de petições públicas já protocoladas nos EUA” e ao pedido de auxílio para redigir uma nota à imprensa.

Uso do WhatsApp não estava proibido a Bolsonaro, diz defesa

Em relação ao aplicativo de mensagens, os advogados enfatizaram que “o ex-presidente nunca esteve proibido de utilizar o WhatsApp, de trocar mensagens ou de se manifestar”. Segundo a peça, as conversas privadas com o filho Eduardo Bolsonaro ocorreram antes da determinação judicial que proibiu contato entre os dois.

A defesa argumentou que o WhatsApp não se enquadra como rede social, já que “é um aplicativo de troca de mensagens privadas protegidas por criptografia ponta a ponta”, o que difere de plataformas que promovem a criação de novas conexões entre usuários. Para os advogados, as mensagens privadas não configuram violação às cautelares impostas.

Ao final da manifestação, os advogados afirmaram que “não há qualquer notícia de descumprimento de nenhuma das cautelares já impostas neste último um ano e meio”. Pediram a reconsideração da decisão que determinou a prisão domiciliar ou, caso contrário, o julgamento urgente do agravo regimental apresentado no começo de agosto.

Leia também: “Togas fora da lei”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 245 da Revista Oeste

2 comentários
  1. Refletindo internamente
    Refletindo internamente

    So pra encher o saco mesmo pq mesmo se houvesse um real pedido de asilo ele negaria pois aprendeu a negar tudo com Lula, os 2 tem em comum de alegarem sempre que nunca fizeram nada, nunca pediram nada pra ninguem e que se alguem deu ou fez algo por ele essa pessoa deu e fez pq quis e eles nao tem nada haver com a pessoa. Os 2 sao a mesma estorinha teatral e covarde pra domar a massa ignorante e entregar de bandeja pro sistema quem caminha fora do roteiro!

  2. Carlos Soares
    Carlos Soares

    Tudo devidamente explicado e muito claramente.
    Mas o imperador chefe e seus mudinhos amestrados decidem como querem.
    Aguardemos 🤞

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade