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Política

Defesa de Vorcaro nega acesso ao celular em acareação no STF; veja vídeo

Roberto Podval, advogado do executivo, explicou à delegada que, apesar da promessa de sigilo absoluto, recusou o acesso ao celular depois de perguntas do inquérito terem sido divulgadas antecipadamente

Advogado de Daniel Vorcaro explica o motivo de não conceder acesso ao celular do executivo | Foto: Reprodução/STF
Advogado de Daniel Vorcaro explica o motivo de não conceder acesso ao celular do executivo | Foto: Reprodução/STF

Durante uma acareação no Supremo Tribunal Federal (STF), a defesa do banqueiro Daniel Vorcaro recusou liberar o acesso ao celular do investigado, conforme pedido da delegada da Polícia Federal Janaína Palazzo. O advogado Roberto Podval justificou que o aparelho continha informações pessoais e expressou preocupação com possíveis vazamentos dos dados.

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Roberto Podval explicou à delegada que, apesar da promessa de sigilo absoluto, recusou o acesso ao celular depois de perguntas do inquérito terem sido divulgadas antecipadamente. “A senhora me pediu se eu poderia abrir o sigilo do celular do Vorcaro e eu disse que não abriria, pois eu tinha receio dos vazamentos”, afirmou o advogado.

Relatos conflitantes sobre origem das carteiras de crédito em acareação com Vorcaro

No encontro, Vorcaro e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), apresentaram relatos opostos sobre a origem de carteiras de crédito problemáticas adquiridas pelo BRB a partir de 2025. Vorcaro declarou que o banco estava ciente de que parte dos créditos tinha sido oferecida por uma terceira empresa, a Tirreno, e não pelo Master diretamente.

“A gente anunciou que faria vendas de originadores terceiros, nem eu sabia do nome Tirreno naquela ocasião, mas a gente chegou a conversar por algumas vezes, que um novo formato de comercialização, que seria de terceiros, carteiras originadas por terceiros e não mais originação própria”, explicou o banqueiro. Costa, porém, discordou e disse que sempre acreditou que os ativos vinham do Master, só surgindo questionamentos sobre a origem das carteiras posteriormente. “O meu entendimento, que coloquei mais cedo, é que eram carteiras originadas pelo Master, que haviam sido vendidas ou negociadas a terceiros e que o Master estava comprando e revendendo para a gente.”

Leia também: “Togas fora da lei”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 245 da Revista Oeste

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1 comentário
  1. Gilberto Novaes
    Gilberto Novaes

    É lícito ao investigado, se opor ao acesso ao celular?
    Poderiam usar o mesmo expediente, as esposas e filhos de pessoas vítimas dos excessos dos ministros do STF.

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