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Política

Depoimento à CPMI do INSS é cancelado, depois de decisão de Mendonça

Ministro do STF decidiu que o presidente da Contag poderia optar por não comparecer à sessão

Ministro André Mendonça, novo relator do caso Master no STF | Foto: Divulgação
Ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal | Foto: | Foto: Divulgação/STF

Uma decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), levou ao cancelamento da sessão da CPMI do INSS prevista para esta segunda-feira, 16. O magistrado decidiu que o depoente convocado pela comissão poderá optar por não comparecer ao depoimento marcado.

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Nesta segunda-feira, parlamentares da comissão iriam acompanhar o depoimento de Aristides Veras dos Santos, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag).

A decisão de Mendonça foi tomada depois do pedido apresentado por Aristides Veras. No documento enviado ao Supremo, o requerente alegou que também é investigado em inquérito conduzido pela Polícia Federal e que as circunstâncias do caso poderiam levá-lo à autoincriminação.

Presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana
Presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), cancelou a sessão desta segunda-feira | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

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Ao analisar o pedido, Mendonça destacou que a Constituição garante ao investigado o direito de não produzir provas contra si mesmo. Segundo o ministro, essa garantia inclui a possibilidade de não comparecer ao depoimento. 

“Revela-se inafastável a garantia constitucional de qualquer investigado contra a autoincriminação, direito fundamental expressamente consagrado no art. 5º da Constituição da República”, escreveu o ministro. “Há jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que o direito de um investigado à não autoincriminação abrange a faculdade de comparecer ou não ao ato, inexistindo obrigatoriedade ou sanção pelo não comparecimento.”

Comparecimento facultativo à CPMI do INSS

Na prática, a decisão transforma a convocação feita pela CPMI em um comparecimento facultativo. O entendimento segue precedentes da Corte que vedaram a condução coercitiva de investigados para prestar depoimento, especialmente quando o ato poderia gerar autoincriminação.

Com a ausência do depoente, a sessão da CPMI que ocorreria nesta segunda-feira foi cancelada. A comissão investiga suspeitas de fraudes que envolvem descontos associativos aplicados a benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.

A decisão do ministro ocorre em meio a uma série de embates jurídicos que envolvem os trabalhos da comissão no STF. Nos últimos dias, diferentes decisões da Corte têm impactado o andamento das investigações conduzidas pelo colegiado do Congresso Nacional.

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