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Política

Depois de contradições de Cid, deputado pede para anular delação

Vice-líder da oposição, Sanderson afirma que o depoimento do tenente-coronel é ‘fajuto e mentiroso’

mauro cid
O tenente-coronel Mauro Cid, durante depoimento na CPMI do 8 de Janeiro, no Senado - 11/7/2023 | Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O vice-líder da oposição na Câmara, deputado Ubiratan Sanderson (PL-RS), protocolou um pedido para a anulação da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro. 

A solicitação ocorreu depois de uma reportagem da revista Veja revelar uma série de contradições nos depoimentos prestados por Cid ao Supremo Tribunal Federal (STF).

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Sanderson argumenta que a delação, firmada no âmbito das investigações sobre a suposta tentativa de golpe de Estado e abolição ao Estado Democrático de Direito, estaria comprometida pela falta de veracidade das informações fornecidas.

“O que nós não podemos aceitar é que o Brasil inteiro continue assistindo a esse verdadeiro show de horrores que acontece hoje dentro do STF, e essa delação premiada, eu acho que é a fotografia desse show de horrores”, declarou o parlamentar.

“Depoimento de Cid é fajuto”

O deputado também afirmou ainda que o conteúdo da delação é “fajuto” e “mentiroso” e que a sua homologação pelo STF teria desencadeado um processo jurídico considerado “injusto” e “absurdo” pela oposição.

“Então, anulação imediata dessa delação premiada, porque é fajuta, porque é mentirosa, porque não é fidedigna e porque, a partir dela, se iniciou um processo que está causando grande indignação nacional e muita injustiça”, afirmou Sanderson.

Leia também: “Morre um golpe”, artigo de J. R. Guzzo, publicado na Edição 273 da Revista Oeste

A delação de Mauro Cid foi firmada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e homologada pelo ministro Alexandre de Moraes. Com base nos depoimentos, diversas investigações avançaram no STF, incluindo apurações sobre a possível participação de autoridades civis e militares na articulação de um golpe para manter Bolsonaro no poder após as eleições de 2022.

“Vamos buscar, enquanto oposição, a imediata anulação dessa delação premiada e o consequente trancamento desse processo absurdo, teratológico, que só está produzindo injustiça”, concluiu o deputado.

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2 comentários
  1. JOSE CARLOS AVILA DA SILVA
    JOSE CARLOS AVILA DA SILVA

    Interessante que toda a ênfase é dada ao fato de a existência da mensagem revelar uma transgressão do autor e não se ver grande atenção às revelações de como foi conduzido o interrogatório. Pelo que se revela, a testemunha foi conduzida a falar o que interessava à acusação.

  2. Roberto Lopes Bezerra
    Roberto Lopes Bezerra

    Será que o STF está preocupado com a verdade?

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