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Política

Deputado diz que ADPF das favelas é 'ideia para defender vagabundo'

Fala de Sargento Portugal (Podemos-RJ) ocorreu um dia antes de o STF retomar debate sobre letalidade de operações policiais no Rio de Janeiro

Deputado Federal Sargento Portugal (Podemos-RJ) discursa no plenário da Câmara
Deputado Federal Sargento Portugal (Podemos-RJ) discursa no plenário da Câmara | Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Nesta terça-feira, 25, o deputado federal Sargento Portugal (Podemos-RJ) afirmou que a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, a ADPF das favelas, “foi uma ideia para defender vagabundo”.

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A declaração ocorreu durante a Comissão de Segurança Pública do Senado, na véspera do julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a letalidade das operações policiais no Rio de Janeiro.

Portugal destacou a insegurança dos moradores ao afirmar que as pessoas do Rio de Janeiro têm medo da região. “A gente não sabe mais quem é quem”, disse. “Está todo mundo refém dentro de casa, todo mundo com medo. Isso [a ADPF] foi de uma irresponsabilidade tão grande.”

Outras falas, além da opinião do deputado

Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em pronunciamento na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), em Brasília, DF (19/4/2023) | Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Victor César Carvalho, também criticou a medida. Ele alega que trouxe “um mal muito grande” ao Estado e que a redução das operações policiais, consequência da ADPF, permitiu a expansão das facções criminosas.

O Supremo Tribunal Federal retoma o julgamento da ADPF 635 nesta quarta-feira, 26, depois de suspensão no mês passado. O relator, ministro Edson Fachin, votou pela manutenção das restrições às operações policiais. Outros dez ministros ainda devem apresentar seus votos.

O presidente da Comissão de Segurança Pública do Senado, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), manifestou esperança de que as discussões influenciem a decisão dos ministros. O protocolo da ação ocorreu em 2019, pelo PSB (Partido Socialista Brasileiro). Conforme a sigla, o objetivo era tentar reduzir a letalidade das operações nas favelas do Rio.

Leia também: “Flávio Bolsonaro: ‘O julgamento do meu pai é um jogo de cartas marcadas”, reportagem de Sarah Peres publicada na Edição 261 da Revista Oeste

Durante a tramitação da ADPF, o STF determinou o uso de câmeras corporais nas fardas e nas viaturas policiais. Além disso, exigiu notificação prévia das operações às autoridades de saúde e educação, para proteger escolas e unidades de saúde de tiroteios.

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