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Política

Universidades de SC podem ser multadas em R$ 100 mil se oferecerem cotas raciais

Projeto aprovado na Alesc precisa ser sancionado pelo governador Jorginho Mello (PL)

cotas-alesc-Rodolfo EspínolaAgência Alesc
Depois de ser aprovada na Alesc, a lei que proíbe cotas passa para sanção do governador | Foto: Rodolfo Espínola/Agência Alesc

A Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) aprovou, nesta quarta-feira, 10, um projeto que impede universidades estaduais de criarem cotas com base em critérios raciais. A proposta seguirá para sanção do governador Jorginho Mello (PL).

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A norma abrange não apenas o ingresso de estudantes, mas também a contratação de docentes, técnicos e outros profissionais. Instituições que descumprirem poderão pagar multa de R$ 100 mil por edital e ter repasses estaduais suspensos.

Critérios e exceções a respeito das cotas

Ficam permitidas reservas apenas para pessoas com deficiência, estudantes de baixa renda e aqueles oriundos de escolas públicas estaduais. O projeto impactará principalmente a Universidade do Estado de Santa Catarina e as instituições do sistema Associação Catarinense das Fundações Educacionais que recebem recursos do programa Universidade Gratuita, além de universidades privadas contempladas pelo Fundo de Apoio à Manutenção e ao Desenvolvimento da Educação Superior Catarinense.

O deputado Alex Brasil (PL), autor da proposta na Alesc, afirmou que a medida busca garantir igualdade nos processos seletivos, evitando distinções que não refletem desvantagens reais. Em outubro, o texto chegou a ser considerado inconstitucional pelo relator, Fabiano da Luz (PT), mas foi aprovado depois de novo parecer.

A União Catarinense dos Estudantes criticou a decisão, ao afirmar que ela reforça desigualdades históricas. “Retirar as cotas raciais ignora barreiras enfrentadas por negros e indígenas no ensino superior”, declarou a entidade.

No cenário federal, as cotas raciais estão asseguradas desde 2012. A lei reserva metade das vagas em universidades públicas para estudantes que cursaram o ensino médio na rede pública, contemplando grupos de baixa renda, pretos, pardos, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência.

Leia também: “‘Vergonhoso’, diz deputada Raquel Gallinatti sobre prescrição de processo do PCC”

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