A prisão preventiva de Jair Bolsonaro foi alvo de críticas entre os parlamentares do chamado centrão, bloco de partidos do Congresso, muitas vezes ligado a pautas de centro-direita. Integrantes do bloco afirmam que a decisão deve elevar a tensão entre o Congresso, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o governo Lula (PT).
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A avaliação é de que o episódio pressiona o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a acelerar a discussão do projeto de anistia.
Para dirigentes da direita, a detenção também força uma definição mais rápida sobre o nome que disputará a eleição presidencial de 2026 contra Lula, relata a Folha de S. Paulo. Há consenso interno de que primeiro é preciso escolher o candidato e, depois, avaliar possíveis vices capazes de ampliar o alcance político.
Um dos membros mais exaltados entre os de partidos de direita era o deputado federal Coronel Ulysses (União Brasil-AC).
“Prisão preventiva?”, questionou o deputado. “Sem crime, sem risco, sem justificativa.
Isso não é Justiça, é perseguição escancarada. O Brasil está assistindo, ao vivo, o uso político do sistema judicial contra um adversário. Isso precisa acabar.”
Nas redes, o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) criticou a medida. Segundo ele, a prisão preventiva “não se justifica” e “reabre as feridas da polarização política”. Ele acrescentou:
“Nenhum país pode se orgulhar de ter seus últimos presidentes presos. Já faz mais de uma década que essa marcha e contramarcha prejudica a economia, a geração de empregos e criminaliza a política”. Lira visitou Bolsonaro em setembro, quando ele cumpria prisão domiciliar, para demonstrar solidariedade.
O presidente do PSD, Gilberto Kassab, foi mais um a contestar a decisão e prestou apoio ao ex-presidente. A medida foi vista por ele como “jurídica tão severa e injusta”. Em seguida ele declarou:
“A prisão do presidente Bolsonaro é mais um triste episódio nesta época tão turbulenta da política brasileira. Registro minha incompreensão por uma medida jurídica tão severa e injusta, especialmente quando sua saúde inspira cuidados. Minha solidariedade ao presidente Bolsonaro”. Kassab faz parte do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos), potencial adversário de Lula em 2026.
Líderes demonstram desconforto com o governo federal
Outros líderes do centrão consideram que os filhos do ex-presidente atrapalham a tentativa de unificação da direita para 2026.
Bolsonaro foi detido neste sábado, 22, pela manhã e conduzido à Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A PF justificou a prisão com o argumento de que deveria garantir a ordem pública diante de uma vigília convocada por Flávio Bolsonaro.
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A decisão ocorre na etapa final do processo sobre a suposta trama golpista. Também houve a afirmação a respeito de uma suposta violação da tornozeleira eletrônica usada pelo ex-presidente.
O ex-presidente cumpria prisão domiciliar. No Congresso, a leitura predominante é que a prisão deve ampliar o atrito entre Legislativo e Judiciário, num momento em que Motta e o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) já demonstram desconforto com o Planalto.
Políticos que defendem reorganizar a direita avaliam que o episódio pode acelerar a busca por um nome competitivo para enfrentar Lula em 2026.
Canalhas hipócritas e traidores
Que país de m….., que vivemos!…..