publicidade
Política

Derrite diz que contribuição de bets no combate às facções ‘carecia de mais discussão’

A derrubada do dispositivo ocorreu em votação na Câmara; trecho proposto pelo Senado deve ser transformado em um novo projeto para debate específico

Guilherme Derrite (PP - SP)
Deputado Guilherme Derrite (PP-SP) foi o relator do PL Antifacção na Câmara | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O relator do PL Antifacção, deputado Guilherme Derrite (PL-SP), afirmou que a derrubada da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre bets para o financiamento da segurança pública ocorreu depois do entendimento de que o tema precisaria análise mais aprofundada.

+ Câmara derruba criação de contribuição sobre bets para combater o crime organizado do PL Antifacção

Receba nossas atualizações

Derrite manteve em seu parecer o financiamento: “Estava completamente, integralmente prevendo essa questão”. Apesar disso, o parlamentar reconheceu que a proposta enfrentou resistência durante as discussões entre lideranças. 

“De fato, é um tema que não foi discutido na Câmara. Foi implementado pelo Senado Federal, uma inovação que veio para cá sem que houvesse esse debate”, explicou.

Cide-bets deve virar projeto autônomo ao PL Antifacção

Logo depois da aprovação do PL Antifacção, Derrite revelou que o conteúdo não foi descartado, mas deve seguir outro caminho legislativo. A tendência é que o dispositivo seja transformado em uma proposta autônoma, permitindo discussão específica sobre a criação da contribuição.

“O que eu entendi do destaque não desprezou essa parte do texto. A ideia é pegar esse conteúdo aprovado no Senado e transformá-lo em uma proposição independente, que pode ser discutida”, disse.

A avaliação é que a complexidade do tema — especialmente em relação à tributação das apostas — exige maior amadurecimento técnico e político antes de eventual aprovação.

Resistência do governo pesou

Outro fator que influenciou a retirada foi a posição do Ministério da Fazenda, que demonstrou resistência à criação de uma nova contribuição sobre o setor.

“Pelo que eu ouvi em conversas, o Ministério da Fazenda era contrário e apontava dificuldades até mesmo para operacionalizar essa cobrança”, afirmou Derrite.

Para o relator, a divergência dentro do próprio governo reforçou a necessidade de separar o tema do restante do projeto, focado no combate ao crime organizado.

Defesa de mais recursos para segurança

Apesar da retirada do dispositivo, Derrite reforçou apoio a qualquer mecanismo de financiamento das forças de segurança. Ele destacou sua experiência à frente da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo para defender a ampliação de recursos na área.

“Todo e qualquer financiamento das forças de segurança vai ter meu apoio, afirmou. “O aumento da fonte de receita para o combate ao crime organizado não tem como eu ser contrário.”

O deputado também criticou o baixo volume de repasses federais a Estados. “De cerca de R$ 20 bilhões de orçamento da segurança pública em São Paulo, o Fundo Nacional repassa apenas cerca de R$ 50 milhões. É um valor irrisório diante da necessidade”, disse.

Leia mais sobre:

1 comentário
  1. Erasmo Silvestre da Silva
    Erasmo Silvestre da Silva

    Sabe como se combate a violência no Brasil? Prendendo Lula, Alexandre de Moraes, tofolli, Gilmar Mendes, o rocombole e etc etc etc etc etc

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.