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Política

Derrotado no Congresso, Lula confirma cancelamento do DPVAT

Decisão encerra debate sobre reintrodução do seguro de trânsito; projeto que pretendia a cobrança era de autoria do Executivo

Lula enfrentou críticas de governadores do RJ, MG e RS | Foto: Ricardo Stuckert/PR
Lula enfrentou críticas de governadores do RJ, MG e RS | Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta terça-feira, 31, a lei que impede a cobrança do Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito (SPVAT) em 2025. A medida enterra a tentativa de reintroduzir o seguro, que seguiria o modelo do extinto DPVAT, abolido em 2019 durante o governo de Jair Bolsonaro.

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A decisão presidencial segue a revogação, aprovada pelo Congresso Nacional, que rejeitou majoritariamente a cobrança. Segundo a proposta original, de autoria do Executivo, o restabelecimento do seguro visava a aumentar a arrecadação para cobrir gastos do Sistema Único de Saúde (SUS) com vítimas de acidentes de trânsito.

Em maio, o Congresso havia endossado a reintrodução sob o nome de SPVAT, mas, em dezembro, a oposição, tanto no Senado quanto na Câmara, conseguiu revogar a lei.

Histórico do DPVAT e proposta de Lula para o SPVAT

Se um Estado não aderir ao novo DPVAT, a Senatran pode não liberar o licenciamento dos veículos | Foto: Reprodução/Freepik
Governadores de 20 Estados e do Distrito Federal já haviam declarado que não cobrariam a taxa dos proprietários de veículos emplacados em suas regiões | Foto: Reprodução/Freepik

Quando vigente, o DPVAT arrecadava anualmente, variando de R$ 16,21, para carros particulares, táxis, locadoras e autoescolas, a R$ 84,58, para motos e similares. Em 2018, último ano de vigência plena, gerou R$ 4,6 bilhões. A verba teve como destino o SUS, campanhas de educação no trânsito e indenizações.

Leia mais: “‘Taxad’ no país dos impostos”, reportagem de Anderson Scardoelli publicada na Edição 227 da Revista Oeste

O SPVAT ainda não tinha um valor definido, mas estimava-se um custo anual entre R$ 50 e R$ 60. O Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) seria responsável por definir essas condições até o final de 2024.

A Caixa Econômica Federal aguardava a definição dos valores e datas pelo CNSP para operacionalizar a cobrança nos estados que aderissem ao SPVAT. Onde a cobrança fosse implementada, o pagamento deveria seguir o calendário do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).

Leia também: “A hora da verdade sobre Lula”, artigo de Adalberto Piotto publicado na Edição 249 da Revista Oeste

Governadores de 20 Estados e do Distrito Federal já haviam declarado que não cobrariam a taxa dos proprietários de veículos emplacados em suas regiões. A decisão presidencial, agora publicada no Diário Oficial da União, encerra a questão para 2025.

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