Desembargador revoga último pedido de prisão contra Cunha

Ex-presidente da Câmara dos Deputados recebeu propinas em esquema de desvios no FGTS
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Magistrado do TRF1 argumentou que não há mais necessidade de manter a prisão domiciliar
Magistrado do TRF1 argumentou que não há mais necessidade de manter a prisão domiciliar | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Ney Bello, desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), anulou a prisão domiciliar do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (MDB-RJ), decretada em junho de 2017. Naquele ano, agentes da Operação Sépsis identificaram um esquema de pagamento de propina para liberar recursos do FGTS; Cunha teria participado — na semana passada, outro tribunal revogou uma detenção contra o ex-parlamentar, mas no âmbito da Lava Jato. Esse era o último mandado de prisão que ainda estava em vigor contra Cunha. A partir de agora, ele poderá circular livremente, até que os processos a que responde sejam julgados. “Fez-se Justiça”, informaram os advogados da defesa, Pedro Ivo Velloso, Ticiano Figueiredo e Délio Lins e Silva, em nota publicada na quinta-feira 6.

O magistrado do TRF1 argumentou que não há mais necessidade de manter a prisão domiciliar, após mais de um ano na situação, “em razão de não se ter notícia do descumprimento das obrigações impostas”. Outro fator foi a demora de julgar uma apelação da defesa do ex-deputado, que está pendente desde dezembro de 2019. Segundo o juiz, o fato “configura longo prazo da medida cautelar imposta”. Em 2017, Cunha foi condenado a 15 anos e quatro meses de prisão pelo ex-juiz Sergio Moro, em regime fechado, pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. De acordo com a sentença, o ex-congressista solicitou pagamento de 1,3 milhão de francos suíços em propina para exploração de um campo de petróleo da Petrobras em Benin, na África.

Leia também: “Lula inicia cruzada na Justiça para desarticular a Operação Zelotes”

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9 comentários Ver comentários

  1. Se o LULA LADRÃO, CHEFE DA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA FOI SOLTO PELOS COMPARSAS DO STF, INDICADO POR ELE PRÓPRIO, SINALIZA A DECISÃO EM SOLTAR TODOS OS DEMAIS QUE ROUBARAM MENOS QUE O LULA LADRÃO. A VELHA POLÍTICA E OS VELHOS POLÍTICOS AO LADO DOS VELHOS MINISTROS DO STF BUSCAM RETORNAR AO PODER OS VELHOS LADRÕES!

  2. Se o Lesa-Pátria da Silva foi “abençoado” pelo STF e beatificado pelo papa comunista, natural que o Cunha também receba a auréola de “santo”. Só nos resta desejar que a justiça divina os alcance.

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