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Política

Dino fala em ‘nulidade insanável’, mas libera parte das emendas

Ministro do Supremo Tribunal Federal afirma que o desbloqueio do recurso visa a evitar ‘insegurança jurídica’ aos Estados e municípios que aguardavam a verba

flávio dino
O ministro Flávio Dino tinha suspendido (de novo) as emendas parlamentares em 23 de dezembro | Foto: | Foto: Reprodução/Conjur

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou parcialmente  o pagamento de algumas emendas de comissão que estavam suspensas. A decisão foi publicada neste domingo, 29. O recurso estava bloqueado desde 23 de dezembro, depois de uma ação do Psol. 

Na sua decisão, Dino disse ter identificado uma “nulidade insanável” do ofício encaminhado pelo Congresso Nacional ao STF. Contudo, deliberou por liberar parcialmente as emendas “a fim de evitar insegurança jurídica para terceiros” — Estados, municípios, empresas e trabalhadores.

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“Fica evidente a nulidade insanável que marca o ofício”, disse o ministro sobre o ofício enviado pelo Legislativo ao Executivo. “Os seus motivos determinantes são falsos, o caráter nacional das indicações das emendas não foi aferido pela instância competente (as comissões) e o procedimento adotado não atende às normas de regência.”

Nesse sentido, o magistrado afirmou ser “inviável a sua acolhida e seguimento, de modo que ao Poder Executivo fica definitivamente vedado empenhar o que ali consta”.

Dino libera parcialmente as emendas

Mesmo ao indicar supostas irregularidades, o ministro Flávio Dino libera parcialmente os “empenhos de ‘emendas de comissão’ realizados antes da suspensão dos efeitos do Ofício nº. 1.4335.458/2024, a fim de evitar insegurança jurídica para terceiros (entes da Federação, empresas, trabalhadores)”.

“Fica excepcionalmente admitida a continuidade da execução do que já foi empenhado como “emenda de comissão” até o dia 23 de dezembro de 2024, salvo outra ilegalidade identificada em cada caso concreto”, acrescentou o ministro do STF.

As emendas parlamentares são valores previstos no Orçamento da União, destinados por deputados e senadores para projetos em seus estados ou municípios. As comissões permanentes da Câmara e do Senado devem aprovar e registrar essas indicações em ata.

Desde agosto, Dino restringe o pagamento dessas emendas e cobra que o Executivo e o Legislativo adotem maior transparência. Ele quer que se detalhe quem indicou os valores, onde estão alocados e em que serão usados.

9 comentários
  1. Antônio de Padua de Oliveira
    Antônio de Padua de Oliveira

    BATEU PINO !!! CADÊ A ARROGÂNCIA, MINISTRO ? MEXEU NUM VESPEIRO !!!

  2. Marco Aurélio Oliveira De Farias
    Marco Aurélio Oliveira De Farias

    Se ele é tão transparente assim, por que não entregou as imagens do Palácio da Justiça, do 8 de janeiro, dizendo que elas foram apagadas. O que querem esconder?

  3. Marco Aurélio Oliveira De Farias
    Marco Aurélio Oliveira De Farias

    A raposa cuidando do galinheiro…

  4. ROBERTO MIGUEL
    ROBERTO MIGUEL

    deixa eu entender, no julgamento do Dino a liberacao das emendas é ilegal mas ele libera???? confissao de crime????

  5. Paulo Sérgio Gusson
    Paulo Sérgio Gusson

    Realmente o Brasil não é um país sério, como pode ter um ser desse no STF.

  6. FATIMA
    FATIMA

    O mesmo rigor com as emendas será aplicado nos passeios ultrajantes dos magnânimos em Lisboa ou qualquer outro país, sem justificativa nenhuma? Palestras e afins não colam mais.

  7. José Angelo
    José Angelo

    Os senadores criaram o monstro e agora serão devorados por ele

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