Durante participação na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado do Senado, nesta terça-feira, 18, o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, criticou a pressa para votar o projeto de lei (PL) Antifacção na Câmara.
Ele também contestou a suposta “descapitalização” da PF em caso de aprovação da lei.
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Um parecer do deputado Capitão Derrite (PL-SP) pode causar impacto de R$ 360 milhões nos fundos de segurança pública, segundo estimativa do Ministério da Justiça.
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O valor afetaria cinco fundos financiados por bens confiscados de organizações criminosas: Funad, Funapol, FNSP e Funpen.
Derrite prepara a quinta versão do PL Antifacção em um intervalo de 11 dias.
Depois de deixar o cargo de secretário de Segurança Pública de São Paulo para relatar o texto enviado pelo governo Lula, a convite do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o parlamentar já apresentou versões criticadas tanto pela base quanto pela oposição.
Diretor da PF falou sobre operação no Banco Master
Ao falar sobre a Operação Compliance Zero, Andrei Rodrigues disse que as fraudes bancárias, estimadas em R$ 12 bilhões, estão no centro das investigações da PF.
O principal alvo da ofensiva é Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Rodrigues afirmou que é essencial enfraquecer financeiramente as organizações criminosas, além de reforçar a necessidade de ampliar o efetivo policial para garantir o avanço das apurações.
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O presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), expressou preocupação com a presença do crime organizado no setor público. Já o relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), declarou que irá propor projetos de lei voltados ao fortalecimento da área de inteligência.
Rodrigues criticou “glamurização” do crime
Andrei Rodrigues alertou para o risco de supervalorizar organizações criminosas e defendeu uma abordagem mais criteriosa ao classificar crimes dessa natureza.
Ele afirmou que, ao rotular indiscriminadamente eventos como crime organizado, há distorções na compreensão do problema e no enfrentamento efetivo.
“Essa atribuição desenfreada de crime organizado a toda e qualquer evento, termina muitas vezes distorcendo essa realidade e dificultando o enfrentamento a esse fenômeno”, afirmou. “É preciso, isso [diferenciar os crimes] até para não ‘glamourizar’ o crime organizado e tratar organização criminosa como entidades que precisam ser muito respeitadas e supervalorizadas que levam à distorções, ou promoção pessoal, ou apelo midiático de pessoas que não têm compromisso com interesse público.”
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Impressionante a versão Comunista…
O diretor da PF na epoca de Bolsonaro presidente era proibido e criminalizado por toda a midia caso se pronunciar sobre questoes politicas, tudo era motivo pra acusar Bolsonaro de interfer na PF