Diretor do Instituto Butantan sai em defesa da CoronaVac

Anvisa suspendeu testes com a "vachina" em razão de um evento adverso grave
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Coronavac está sendo desenvolvida em São Paulo | Foto: Divulgação/Instituto Butantan
Coronavac está sendo desenvolvida em São Paulo | Foto: Divulgação/Instituto Butantan | coronavac X anthony wong - anvisa - China

Anvisa suspendeu testes com a “vachina” em razão de um evento adverso grave

coronavac X anthony wong
CoronaVac está sendo desenvolvida em São Paulo | Foto: Divulgação/Instituto Butantan

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, lamentou nesta terça-feira, 10, a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de suspender os testes com o protótipo de vacina CoronaVac (conhecida na internet como “vachina”). Segundo o órgão, um voluntário apresentou “evento adverso grave”, que teria acontecido em 29 de outubro. A partir de agora, ninguém poderá receber doses do imunizante. Ventila-se na imprensa a hipótese de óbito. No entanto, interpelado por jornalistas, Covas enfatizou que desconhece essa informação. “E o evento não tem a ver com a vacina”, reiterou.

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Leia também: “A verdade sobre a ‘vachina'”, reportagem publicada na edição n° 32 da Revista Oeste

Entre outros pontos, o diretor do Instituto Butantan afirma que não sabe se o voluntário apresentou evento adverso devido ao placebo ou ao protótipo do imunizante em si. “Temos que recuperar a confiança dos que foram vacinados. Esta é a vacina mais segura”, salientou Covas, ao fazer um apelo à Anvisa para a retomada dos estudos quanto antes. “Quero acreditar que a Anvisa seja técnica e independente”, acrescentou. “Interromper um estudo clínico causa sofrimento, dor e insegurança. Causa dificuldade àqueles que querem ser submetidos ao estudo”, concluiu.

Não deixe de conferir: “Covid-19: Obrigatoriedade ou não da vacina? Entenda”

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12 comentários

  1. Lamentável. Porque não tomaram a iniciativa de parar como as outras, que até mesmo interromperam para um caso de placebo. Isso é crime contra a saúde pública.

  2. a diferença está nos mínimos detalhes… enquanto 2 laboratórios distintos interromperam os estudos por conta de reações até que fosse clareada a questão, aqui, quando o órgão que deve proteger a população, Anvisa, é taxada de politicagem. infelizmente o Instituto Butantan fez perder a credibilidade que eu tinha nela por conta dessa reação. Se o problema ocorreu dia 29, por que não foi suspensa por eles? é tão importante assim cumprir esse acordo de compra, mesmo passando por cima da decência e transparência? definitivamente não tomo essa vacina, mesmo que informem que seja 100% efetiva… sem credibilidade não adianta nada.

    1. Lamentável isto tudo , a interrupção deveria ser feita pelo laboratório responsável pelo teste, imediatamente.Mais uma vez o governo de SP politiza o assunto , muito irresponsável.
      Vou aguardar as versões Oxford ou Pfizer, nada de chinês + Doria

  3. Pegou mal somente a Anvisa mandar interromper.
    Culpa do Bolsonaro que está intervindo na Anvisa, ou do Dória que manipula o Butantan?
    Perguntem ao Mandetta.

  4. Lamentável é o diretor do Instituto Butantã, participar do departamento comercial do Doria/Vacina (que loucura, votei nele) para venda de vacina sem ainda qualquer evidencia de eficácia, qualificando-a melhor que as demais que também se encontram na mesma fase.
    Compraram a mercadoria sem constatar qualidade e segurança. Coisas para marqueteiros que vendem de tudo, especialmente descartáveis em curto prazo, mas impróprias para tão destacado diretor técnico. Vale dizer que outros laboratórios suspenderam os estudos recentemente quando observaram efeitos adversos, e aqui precisou a Anvisa faze-lo. E se não fizesse teria prevaricado.

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