Diretor-geral da Abin é o mais cotado para assumir o comando da PF

Alexandre Ramagem agrada Bolsonaro e ministros palacianos. Mas a pouca respeitabilidade na Polícia Federal (PF) pesa contra. Presidente da República avalia a escolha com muita cautela junto a conselheiros antes de bater o martelo
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Indicação de Ramagem virou alvo de polêmica | Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
Indicação de Ramagem virou alvo de polêmica | Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado | Alexandre Ramagem
Diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem é delegado da Polícia Federal (PF) | Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, deve assumir o comando da Polícia Federal (PF). Ninguém ainda crava um nome e garante que o martelo está batido. Após as declarações de Sergio Moro, agora ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, todos os movimentos estão sendo muito calculados.

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Muita coisa está sobre a mesa. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) é aconselhado pelos ministros palacianos a escolher um nome não apenas de sua confiança, mas que tenha respaldo e respeitabilidade dentro da corporação. A definição de um nome escolhido por ele em decisão puramente pessoal pode provocar rejeição na PF e entre os apoiadores.

A favor de Ramagem, pesa o fato de ele ser alguém que atua sob o guarda-chuva do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno. ele é alguém que consegue transitar bem entre os militares e os apoiadores do presidente. Ou seja, a proximidade com o governo joga favoravelmente ao diretor da Abin.

Liderança

Contudo, pesa contra Ramagem o fato de ser um delegado sem amplo respaldo da PF. Os 15 anos como delegado na corporação minam o poder de liderança aos próprios pares. Ou seja, qualquer nome que não tenha apoio entre policiais federais será minuciosamente estudado.

O presidente da República e Ramagem se conheceram na campanha eleitoral. O diretor da Abin chefiou a segurança pessoal de Bolsonaro após o atentado sofrido em Juiz de Fora (MG), em 6 de setembro de 2018.

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