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Doria ataca colunista da Revista Oeste

Governador se irritou depois de o jornalista pôr em xeque a eficácia do plano SP e mencionar as altas taxas de morte por covid-19 no Estado
Bate-boca foi transmitido ao vivo
Bate-boca foi transmitido ao vivo | Foto: Reprodução/Rádio Jovem Pan

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), se irritou nesta terça-feira, 2, com as críticas de Rodrigo Constantino ao plano estadual de contingência do coronavírus. Em entrevista à rádio Jovem Pan, o jornalista mencionou que a iniciativa não reduz a curva de infecções. Isso porque, caso fosse um país, São Paulo teria uma das maiores taxas de mortes em razão da covid-19 por milhão de habitantes. Depois de solicitar direito de resposta, o tucano atacou o jornalista, ao vivo, ao chamá-lo de “negacionista”, “extremista”, “terraplanista” e “vassalo de Bolsonaro”.

Além disso, Doria mencionou o caso em que Constantino foi acusado por opositores de fazer apologia ao estupro. “Você desrespeita a vida, quando defendeu um estupro”, disparou Doria, em alusão às mortes pelo vírus chinês. “Governador, quem não fala a verdade é você, que disse que fui demitido da emissora por defender estupro. Não foi por isso. Se eu estou de volta é porque a emissora reconheceu que houve um erro”, rebateu Constantino, ao sinalizar que entrará na Justiça contra Doria. “O senhor não vai ser eleito nem para síndico em 2022”, acrescentou o jornalista.

Ranking mundial fictício

Em 22 de janeiro, reportagem publicada no site da Revista Oeste mostrou que, caso o Estado de São Paulo fosse um país independente, o número de mortos com a covid-19 por milhão de habitantes seria maior que no resto do Brasil. A nação fictícia teria 1.137 mortes para cada milhão. No Brasil, o número cairia dos atuais 1.007 para 973 — a quantidade total de vítimas seria cerca de 163 mil, bem abaixo das 214 mil atuais.

Num ranking com todos os países com mais de 1 milhão de habitantes, São Paulo estaria na 14ª posição. A Suécia, que não impôs restrições severas à população, apareceria no 18º lugar e o Brasil no 21º. O levantamento, feito por Oeste, levou em consideração os números apresentados pelo governo brasileiro (dados do Brasil), pelo governo paulista (São Paulo) e pela Organização das Nações Unidas para o restante do mundo, registrados até o dia 21 de janeiro de 2021.

Veja o bate-boca

Leia também: “Emergência eterna”, artigo de Rodrigo Constantino publicado na edição 45 da Revista Oeste

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