O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro reagiu nesta segunda-feira, 20, à decisão dos Estados Unidos de expulsar o delegado da Polícia Federal (PF) Marcelo Ivo de Carvalho. O agente atuou na detenção do ex-deputado Alexandre Ramagem, que ocorreu na última semana.
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Em publicação na rede social X, Eduardo criticou a atuação do delegado e fez referência ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). “Está chegando um delegado federal aí no Brasil que vai te pedir emprego.”
O ex-parlamentar afirmou que a expulsão ocorreu como “repercussão da detenção ilegal” de Ramagem. Segundo ele, a PF teria tentado contornar autoridades norte-americanas no caso.
O Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental divulgou nota sobre o episódio. O órgão, que é vinculado ao Departamento de Estado, afirmou que nenhum estrangeiro pode manipular o sistema de imigração norte-americano.
“Nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição”, diz o texto. A Embaixada dos EUA no Brasil republicou a manifestação.
Delegado deixa os Estados Unidos
Marcelo Ivo atuava como oficial de ligação junto ao Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) em agosto de 2023. Ele soma mais de duas décadas de atuação na PF.
Na manhã desta terça-feira, 21, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que não sabe ao certo o que ocorreu e afirmou que pode adotar reciprocidade contra um norte-americano no Brasil.
Também nesta terça-feira, diplomatas brasileiros se reuniram com a encarregada de negócios da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, Kimberly Kelly, para pedir esclarecimentos sobre a expulsão do delegado da PF que atuava junto ao ICE.
Eduardo defendeu Ramagem
Alexandre Ramagem foi detido em 13 de abril, em Orlando, na Flórida. Eduardo Bolsonaro e outras figuras próximas ao ex-parlamentar atribuíram a detenção a uma infração de trânsito. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro defendeu o aliado e afirmou se tratar de um “homem de bem”.
Na ocasião, a PF afirmou que a ação ocorreu no âmbito de uma cooperação internacional entre os dois países. Dois dias depois, o nome do ex-deputado, que também chefiou a Agência Brasileira de Inteligência, deixou de constar nos registros das autoridades norte-americanas.
Ramagem deixou o Brasil dois meses antes da condenação no STF. A Corte fixou a pena em 16 anos de prisão, no caso da suposta trama golpista.
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Esse é mais um que jamais poderá visitar o Mickey. Também merece um “perdeu, mané”.