publicidade
Política

Eduardo Bolsonaro critica relator da anistia e fala em sanções

O deputado alertou, pelas redes sociais, que Paulinho deve agir com cautela para não ser visto como aliado de um regime de exceção

Eduardo Bolsonaro em vídeo | Foto: YouTube/Divulgação
Eduardo Bolsonaro em vídeo | Foto: YouTube/Divulgação

Debates recentes sobre possíveis reduções de penas para Jair Bolsonaro (PL) e outros envolvidos nos eventos de 8 de janeiro de 2023 geraram reações no Congresso, com destaque para críticas do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O parlamentar afirmou que “a anistia ampla, geral e irrestrita não está sob negociação”, em resposta às movimentações lideradas pelo relator Paulinho da Força (Solidariedade-SP), que já descartou publicamente a chance de anistia total.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Receba nossas atualizações

Paulinho da Força informou que a proposta de anistia ampla não é mais considerada, depois de uma reunião com o ex-presidente Michel Temer (MDB) e o deputado Aécio Neves (PSDB-MG), ocorrida na noite de quinta-feira, 18, com o objetivo de buscar uma solução que não entre em conflito com decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).

Tensões entre parlamentares e desdobramentos internacionais

Eduardo Bolsonaro alertou, pelas redes sociais, que Paulinho deve agir com cautela para não ser visto como aliado de um regime de exceção. Segundo ele, “todo colaborador de um sancionado por violações de direitos humanos é passível das mesmas sanções”.

O ministro Alexandre de Moraes, relator dos inquéritos sobre os atos de 8 de janeiro, foi alvo de sanções dos Estados Unidos depois de uma articulação de Eduardo Bolsonaro. Com base na Lei Magnitsky, o governo norte-americano o acusou de “violar direitos humanos”, além de impor tarifa de 50% sobre produtos brasileiros e cancelar vistos de autoridades do país.

Eduardo Bolsonaro afirmou que não pretende abrir mão de sua vida no Brasil nem aceitar acordos que considera “indecorosos e infames”, mesmo diante da possibilidade de um entendimento em troca de justiça e liberdade.

O deputado também fez críticas a Aécio Neves, dizendo que o parlamentar já teria sido beneficiado por acordos anteriores, e a Michel Temer, a quem acusou de não ter cumprido compromissos firmados para a assinatura da Carta à Nação em 2021. Eduardo questionou por que deveria confiar novamente em Temer.

“Chegamos nesse ponto porque vocês nos substimaram”, disse o deputado. “Se estão dispostos a me testarem, boa sorte.”

Histórico de mediações e desconfiança nas negociações

No contexto de 2021, Michel Temer atuou como mediador entre Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes depois de declarações do então presidente de que não acataria decisões do ministro. Depois desse encontro, Bolsonaro assinou uma “Carta à Nação” redigida por Temer, em que relativizou suas declarações.

Em junho de 2022, Bolsonaro relatou ter acordado “certas coisas” com Moraes para a assinatura do documento, mas alegou descumprimento por parte do ministro, sem detalhar quais pontos. Temer negou a existência de condições e destacou que o momento exigia “prudência, responsabilidade, harmonia e paz”.

Alexandre de Moraes foi indicado ao Supremo Tribunal Federal por Michel Temer. Eduardo Bolsonaro declarou que não vê razões para “dar uma nova chance” ao emedebista e comparou Moraes a Adélio Bispo, responsável pelo atentado a faca contra Bolsonaro em 2018.

O deputado reforçou que não pretende desistir e declarou não enxergar cenário em que Moraes e outros envolvidos “saiam vencedores”.

Leia também: “A anistia inevitável”, artigo de Augusto Nunes e Branca Nunes publicado na Edição 255 da Revista Oeste

Leia mais sobre:

4 comentários
  1. Amaury G Feitosa
    Amaury G Feitosa

    A oposição com o palavrório tolo de Eduardo que na verdade tem zero influencia nas sanções levou um tremendo 171 do manjadíssimo Hugo Mota que mostra o que realmente é, e idiotas ainda lhe dão crédito, a anistia está enterrada e o que sobrou da oposição deve usar os instrumentos regimentais para bloquear o imoral processo da lavra da própria ditadura que deixaria baratinhio seus graves crimes contra o povo … tem de ter coragem de recusar a votar esta imoralidade nem que os injustiçados tenham de esperar as urnas e 2027 para tanto, é o destino de todos que está em jogo e em toda luta tem mártires e muitos ainda o serão podem esperar e preparar.

  2. Daniel BG
    Daniel BG

    Aqueles que estão sofrendo com injustiças que Deus mais ama.
    Não tinha de se discutir anistia, mas extinção de um processo que é ilegal.
    Vocês, corruptos donos do poder, serão lembrados como pessoas ruins.
    Libertem a educação para que as novas gerações sejam educadas de acordo com a verdadeira história.

  3. paulo jose do nascimento filho
    paulo jose do nascimento filho

    Ele
    Não é aliado. Faz parte do bando

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade