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Política

Eduardo diz que cassação é 'medalha de honra': 'Valeu a pena'

Deputado foi cassado pela Mesa Diretora da Câmara

Eduardo Bolsonaro em vídeo | Foto: YouTube/Divulgação
Eduardo Bolsonaro em vídeo | Foto: YouTube/Divulgação

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou, nesta quinta-feira, 18, que a cassação de seu mandato representa, para ele, uma “medalha de honra”, e não uma derrota política. A declaração foi feita depois de a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, sob o comando do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), determinar a perda de seu mandato e também o do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), durante a tarde.

“Acabaram de cassar o meu mandato”, anunciou. “Não por corrupção, por ter encontrado dinheiro na minha cueca ou por envolvimento com tráfico de drogas.” Em seguida, afirmou que a decisão ocorreu “por fazer exatamente aquilo que os meus eleitores esperam de mim”.

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Na manifestação, o parlamentar agradeceu aos apoiadores e destacou sua votação. “Deixo aqui o meu muito obrigado a todos vocês que não somente votaram em mim e me fizeram o deputado federal mais votado de toda a história do Brasil, mas que sempre me apoiaram de maneira corajosa aqui nas redes sociais”, disse.

Eduardo também comentou sua permanência nos Estados Unidos desde fevereiro. “Ainda que existam pessoas que digam que eu estou nos EUA por opção, digo pra vocês: valeu a pena”, afirmou. Segundo ele, a atuação fora do país teve consequências políticas. “Valeu muito a pena ter, pela primeira vez, conseguido levar consequências reais pra esses ditadores.”

Ao avaliar a perda do mandato, o deputado afirmou: “Pra mim, o que fica, na verdade, é uma medalha de honra, não é a perda de um mandato”. Ele acrescentou que acredita na continuidade de sua trajetória política. “Tenho certeza que essa história não acabou.”

Eduardo Bolsonaro foi cassado pela Mesa Diretora

A decisão da Mesa Diretora não torna Eduardo inelegível. A inelegibilidade só poderá ocorrer em caso de condenação no Supremo Tribunal Federal (STF). O deputado é réu em um processo na Corte, no qual é acusado de tentar coagir autoridades em relação ao julgamento do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O caso segue em andamento.

Desde que passou a residir nos EUA, Eduardo tentou exercer o mandato à distância e buscou alternativas para evitar o registro de faltas, sem sucesso. Por decisão do STF, teve o salário bloqueado. Além disso, não conseguiu votar remotamente, perdeu a indicação ao cargo de líder da minoria e entrou na Dívida Ativa da União por débitos de quase R$ 14 mil com a Câmara.

Motta antecipou a análise das faltas, procedimento que normalmente ocorre em março do ano seguinte. A medida resultou na cassação via ato da Mesa Diretora, sem envio do caso ao plenário.

Leia também: “A anistia inevitável”, artigo de Augusto Nunes e Branca Nunes publicado na Edição 255 da Revista Oeste

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