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Política

Em mais uma derrota do governo, Câmara aprova o PL da Dosimetria

A proposta foi aprovada por ampla maioria; manifestantes do 8 de janeiro e ex-presidente Bolsonaro seriam beneficiados

Votação do PL da Dosimetria na Câmara dos Deputados
Votação do PL da Dosimetria na Câmara dos Deputados | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Em uma derrota significativa para o governo Lula, a Câmara dos Deputados aprovou, na madrugada desta quarta-feira, 10, o PL da Dosimetria, projeto que reduz as penas aplicadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. 

O PL da Dosimetria, relatado pelo deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), foi aprovado por ampla maioria: foram 291 votos favoráveis, 148 contrários e uma abstenção.

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+ PL da Dosimetria: veja o que muda para condenados pelo 8/1

Bolsonaro teve prisão domiciliar revertida um dia depois de visita de Nikolas I Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Bolsonaro apoiou o PL da Dosimetria para garantir a libertação de manifestantes do 8/1 I Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O Partido Liberal — maior bancada da Câmara — votou a favor, depois de receber aval direto do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. 

Segundo aliados, Bolsonaro orientou que a prioridade fosse beneficiar os manifestantes ainda presos, mesmo que isso significasse abrir mão da anistia que poderia permitir a ele voltar para casa e recuperar seus direitos políticos.

+ PL da Dosimetria pode reduzir pena de Bolsonaro a pouco mais de 2 anos, diz relator

Nos bastidores, deputados do PL afirmam que Bolsonaro enviou o recado de que a votação da dosimetria era “urgente” para aliviar a situação dos condenados, muitos cumprindo pena em regime fechado há quase dois anos. Essa guinada estratégica fez com que a oposição deixasse de insistir na votação da anistia ampla — que também atendia a interesses diretos do ex-presidente — para concentrar esforços na aprovação do texto de Paulinho da Força.

Acordo para aprovar o PL da Dosimetria

Depois de meses de embates e tentativas frustradas de pautar o tema, líderes da oposição e do centrão fecharam um acordo com a presidência da Câmara para votar o projeto sem destaques, sem substitutivos e sem alterações de última hora. A decisão foi interpretada como a única maneira de evitar que a proposta travasse ou fosse desidratada.

Ao longo de 2025, a oposição operou uma articulação contínua para avançar no tema, tentando construir uma ponte entre alas internas da direita, grupos do centrão e setores sensíveis à situação dos presos. A aprovação é vista pelos líderes oposicionistas como a primeira vitória concreta depois de meses de resistência do governo e sucessivos adiamentos na Câmara.

A proposta de redução de penas

O PL da Dosimetria promove uma série de mudanças estruturais: impede a soma de penas sobrepostas, permite redução de penas para quem não comandou nem financiou os atos, altera regras de progressão para tornar o cumprimento mais brando nesses crimes, garante remição mesmo em prisão domiciliar e assegura retroatividade por se tratar de lei penal mais benéfica.

Os principais pontos são:

  • Proíbe a soma de penas sobrepostas aplicadas pelo STF;
  • Unifica crimes cometidos no mesmo contexto, reduzindo a pena final;
  • Cria dispositivo que permite redução de 1/3 a 2/3 para quem não teve papel de liderança nem financiou atos;
  • Flexibiliza regras de progressão de regime para esses crimes; e 
  • Determina retroatividade, o que faz com que os condenados já possam pedir reavaliação da pena.

O texto, porém, não é considerado anistia — por isso, não atinge automaticamente Jair Bolsonaro, condenado a mais de 27 anos pelo Supremo. Ainda assim, parte da oposição espera que a nova fórmula de cálculo de penas possa reduzir significativamente condenações individuais, inclusive as do ex-presidente, dependendo de como o STF reavaliar cada caso.

Com a aprovação na Câmara, o texto segue para o Senado Federal. Mais cedo, Paulinho da Força disse que a Casa Alta deve receber a proposta e analisá-la antes do recesso legislativo — previsto para o fim da semana que vem.

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5 comentários
  1. Luiz Renato
    Luiz Renato

    Não creio que seja derrota do governo. E sim uma derrota do pais comprometido com desenvolvimento e conrra a bandidagem apoiada pela esquerda e pelo STF.

  2. CARLOS GUEDES
    CARLOS GUEDES

    HUGO MOTTA um canalha. Prometeu Anistia, mas mancomunado do o canalha mor Lelê Amoraes – para salvar o rabo dos parentes tão corruptos como ele – escolhe outro canalha como relator – PAULINHO DA FORÇA – que sequer deveria estar na Câmara, mas faz exatamente o papel de sabujo do mesmo canalha mor.

  3. Refletindo internamente
    Refletindo internamente

    Dosimetria é o caralho bando de politico filho da pta, Tem de se ANISTIA AMPLA GERAL e IRRESTRITA mesmo que beneficie algum infiltrado da esquerda se é que algum foi preso!

    1. Refletindo internamente
      Refletindo internamente

      Vcs bando de fdp ao aceitar reduzir penas vcs estão concordando com a forma que o processo foi feito, isto é impor penas coletivamente incluindo pessoas que apenas passavam no local pra pegar latinhas ou ganhar um dinheiro, deram aval ao ESTADO pra prender e impor pena coletiva a uma torcida de futebol inteira por 1 homicidio

  4. Rosely M G Goeckler
    Rosely M G Goeckler

    1) Alguém acredita q AM fará a liberação dos perseguidos antes do Natal? Eu não! Certamente terão as regras de tornozeleiras, falta de acesso à internet, etc etc
    2) Alguém acredita q os supremos concordarão com a soltura?
    3) De uma forma ou de outra, continuarão sendo perseguidos!
    4) Hugo Motta continua sendo traidor! Que despreparo!

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