A Polícia Federal apura se Kalil Bittar, ex-sócio de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, vendeu acesso político ao empresário André Gonçalves Mariano, dono da Life Educacional. A informação é do jornal O Estado de S. Paulo.
A Operação Coffee Break mira ainda Carla Ariane, ex-nora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, alvo de buscas na quarta-feira 12, quando agentes apreenderam celular, computador e um caderno. A suspeita é de tráfico de influência para obtenção de contratos públicos.
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Kalil tem relação antiga com a família Lula. Na Lava Jato, ele apareceu em grampos sobre o sítio de Atibaia, registrado no nome do irmão. As defesas alegaram, à época, amizade entre as famílias para justificar a presença de Lula no local.
Com o retorno do petista ao Planalto, a PF diz que Kalil voltou a circular em ambientes de poder — e foi nesse período que Mariano teria se aproximado, buscando oportunidades no governo.
Secretário prometeu “espaço garantido” para ex-sócio de Lulinha

Conversas indicam que Mariano buscava apoio político para ampliar negócios em educação. Ele discutiu com o secretário de Educação de Hortolândia, em 2022, se valeria investir no patrocínio de um programa de TV de Kalil.
O secretário respondeu que o ex-sócio de Lulinha “tem espaço que é dele” caso Lula vencesse. Um mês depois da eleição, Mariano passou a pagar uma “mesada” a Kalil: R$ 210 mil entre novembro de 2022 e fevereiro de 2024.
A agenda do empresário registra planos de ofertar produtos ao futuro governo e a “Estados do PT”, em referência a regiões sob domínio político do partido. Entre as propostas estão “livros para o novo ministério”, materiais de “reforço escolar”, “paradidáticos” e até “games”. Mariano destaca a necessidade de “discrição”, “segurança no cumprimento do acordo” e de evitar qualquer situação que pudesse “respingar no governo”.
Em viagens e áudios, Mariano lista objetivos: negócios em Mauá, Diadema, projetos com a China e até uma operação apelidada de “Transferência 540”.
‘Doação’ de carro de luxo
A PF afirma que Mariano também teria “doado” uma BMW 540i, avaliada em R$ 240 mil, a Kalil. O carro foi comprado pela Life Educacional e usado por ele desde 2023, sem registros de pagamento compatível na quebra bancária. Mariano, preso preventivamente na quarta-feira, tratava Kalil como peça-chave para viabilizar negócios.
Policiais tentaram cumprir mandado na casa de Kalil no Lago Sul, área nobre de Brasília, mas ele não estava no país. A defesa afirma que o empresário mora há mais de um ano em Portugal e está disposto a colaborar com a investigação.
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Alckmin tinha razão sobre a volta à cena do crime!
Estranho q a Polícia Federal, que tem o controle de acesso de entrada e saída do país, não saiba antes de uma ópera que a pessoa envolvida não esteja no Brasil ou esteja morando em outro país!