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Política

EUA rebatem Itamaraty e chamam de 'absurda' hipótese de ação militar no Brasil

Classificação das facções como terroristas visa a combater grupos criminosos em território norte-americano

Mauro Vieira Itamaraty
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, presta esclarecimentos na Credn da Câmara | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Confira o resumo que a OESTE.IA, a IA da Revista Oeste, fez pra você

O Departamento de Estado dos EUA considerou "absurdo" o temor do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, sobre a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas, afirmando que isso não significa intervenção militar no Brasil.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos classificou como “absurdo” o temor manifestado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, de que a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos EUA possa abrir margem para o uso de força militar norte-americana em território brasileiro.

Segundo a diplomacia norte-americana, as medidas adotadas pelos EUA têm como objetivo combater facções criminosas que passaram a atuar no país. “Os Estados Unidos estão tomando medidas decisivas, no âmbito de suas próprias competências soberanas, para combater os narcoterroristas”, afirmou o Departamento de Estado.

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+ Leia mais: Entenda o que é a política no Brasil em Oeste

O governo dos EUA também negou que a classificação das facções tenha o propósito de justificar uma intervenção no Brasil e declarou que “alegações vagas” sobre ações militares podem “ajudar e incentivar alguns dos grupos mais violentos do mundo”. A manifestação foi enviada ao portal Metrópoles nesta terça-feira, 7.

Os norte-americanos respondem a um documento enviado pelo Itamaraty à Câmara dos Deputados e assinado por Vieira. O chanceler afirmou que a classificação unilateral do PCC e do CV como organizações terroristas poderia servir de justificativa para ações dos EUA sobre instituições brasileiras, principalmente nas áreas financeira, migratória e penal.

No documento, Vieira também afirmou que existe “o risco de uso da força militar dos EUA contra o território nacional”. Segundo o ministro, a legislação antiterrorismo norte-americana permite ampla margem para adoção dessas medidas, o que poderia gerar consequências para cidadãos, empresas e organizações brasileiras.

Marco Rubio é chefe do Departamento de Estado norte-americano | Foto: Wikimedia Commons

EUA classificaram facções como terroristas

No fim de maio, os EUA anunciaram a decisão de classificar o PCC e o CV como organizações terroristas estrangeiras. A medida foi oficializada em 5 de junho pelo governo do presidente Donald Trump como parte da estratégia de ampliar o combate ao crime organizado transnacional.

Nos últimos dias, Washington também anunciou sanções contra dois brasileiros, três empresas sediadas no Brasil e uma companhia em Portugal, acusados de integrar uma rede de lavagem de dinheiro ligada ao PCC. Segundo o governo norte-americano, a estrutura teria movimentado mais de US$ 30 milhões provenientes do tráfico internacional de drogas e de outras atividades ilícitas.

Leia também: “A América sempre reage”, artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 242 da Revista Oeste

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1 comentário
  1. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    Esse completo idiota, um imbecil trapalhão sem moral e sem personalidade fez esse documento sob orientação do Silidonio ( aquele que foi processado na Bahia por desvio de dinheiro) e agora com a resposta dos americanos passou a ser ridicularizado internacionalmente e o Brasil mais uma cada vez mais afunda perante o mundo.

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