publicidade
Política

EUA retiram Cuba da lista de países terroristas, e governo Lula comemora

Biden toma decisão para favorecer eventuais prisioneiros, mas Trump pode revogar ordem do democrata

Alinhado a países como regimes autoritários, como Venezuela e Nicaraguá, atual governo brasileiro logo se manifestou positivamente com a decisão de Biden remover Cuba da lista de países com potencial viés terrorista | Foto: Gov.br/Divulgação
Alinhado a países como regimes autoritários, como Venezuela e Nicaraguá, atual governo brasileiro logo se manifestou positivamente com a decisão de Biden remover Cuba da lista de países com potencial viés terrorista | Foto: Gov.br/Divulgação

O governo liderado por Lula da Silva disse ter recebido “com grande satisfação” a iniciativa do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, de retirar Cuba da lista de países patrocinadores do terrorismo. Às vésperas de deixar a Casa Branca, o democrata tomou a decisão para principalmente propiciar a “libertação de vários prisioneiros cubanos em um futuro próximo”. O Vaticano mediou o processo, dizem analistas internacionais.

“O governo brasileiro recebeu, com grande satisfação, a decisão do governo dos Estados Unidos de revogar sua designação unilateral de Cuba como Estado patrocinador do terrorismo, suspender a aplicação do Título III da Lei Helms-Burton e eliminar restrições para o relacionamento entre indivíduos e entidades norte-americanos com congêneres cubanos”, esclareceu o Itamaraty, em nota.

Receba nossas atualizações

Cuba mantém regime ditatorial

Cuba está sob o comando do ditador Miguel Díaz-Canel, a quem Lula visitou em setembro de 2023. Desse modo, o país integra a lista de nações com potencial prática de terrorismo desde 1982. Em 2015, o então presidente Barack Obama retirou o país dessa condição. No fim de seu primeiro mandato, o presidente Donald Trump voltou a incluir Cuba na lista. Trump assume o segundo mandato no próximo dia 20 e cogita-se a revogação da ordem de Biden.

O Itamaraty destacou que o governo brasileiro sempre defendeu que a manutenção do país na lista era “injusta e injustificada”, quando é “de amplo conhecimento que Cuba colabora ativamente para a promoção da paz, do diálogo e da integração regional”. Com a saída de Cuba, permanecem na lista apenas Síria, Coreia do Norte e Irã.

Os Estados Unidos mantêm o embargo econômico contra Cuba há mais de 60 anos. “Muito embora parciais e limitadas, as medidas de alívio adotadas pelos Estados Unidos vão no sentido correto. Elas constituem ato de reparação e de restabelecimento da justiça e do direito internacional”, afirmou o Itamaraty.

Lula defendeu o fim do embargo ao discursar na abertura da 78ª Assembleia Geral da ONU, em 2023. “É injustificado manter Cuba em uma lista unilateral de Estados que supostamente promovem o terrorismo. E também impor medidas coercitivas unilaterais, que penalizam indevidamente as populações mais vulneráveis”.

Embargos são ‘injustificáveis’, diz Itamaraty

No ano seguinte, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, também criticou o embargo durante a Assembleia Geral da ONU. “É evidente que as severas sanções impostas injustificadamente a Cuba, tanto pelo embargo como por sua inclusão na lista de ‘Estados patrocinadores do terrorismo’, contribuíram ainda mais para exacerbar a situação”.

+ Leia mais notícias de Política na Oeste

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.