Evangélicos vão cobrar apoio do governo em PL sobre concessões de TV

Descontes com o presidente Jair Bolsonaro, deputados evangélicos querem apoio da base do Executivo para avançar com projeto na Câmara
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Plenário da Câmara: eleição para a presidência da Casa ocorre em fevereiro
Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados
Plenário da Câmara: eleição para a presidência da Casa ocorre em fevereiro Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados

Descontentes com o presidente Jair Bolsonaro, deputados evangélicos querem apoio da base do Executivo para avançar com projeto na Câmara

apoio evangélicos
Deputados querem aprovação de projeto | Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados

A bancada evangélica vai testar mais uma vez o apoio do presidente Jair Bolsonaro a seus projetos. Como Oeste mostrou, os deputados do grupo têm demonstrado um desgaste na relação com o chefe do Executivo.

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Desta vez, a cobrança será em torno de um projeto de lei que trata do Serviço Especial de Televisão por Assinatura – TVA. De autoria do deputado Cezinha de Madureira (PSD-SP), o PL 3320/2020 promove uma série de adaptações nas outorgas do serviço de radiodifusão de sons e imagens das emissoras evangélicas.

Para aprovação da matéria, integrantes da bancada vão pressionar o general Luiz Eduardo Ramos, chefe da Secretaria de Governo — além dos líderes do Executivo na Câmara. “Queremos saber de que lado o governo realmente está. Pois ora eles querem nosso apoio, ora viram as costas”, disse um parlamentar da bancada evangélica ouvido por Oeste.

Para pautar o projeto no plenário da Câmara, a bancada conseguiu aprovar ontem um requerimento de urgência para a matéria. Com isso, a proposta deverá entrar na pauta da Casa na próxima semana.

No entanto, um fato curioso marcou a votação desse requerimento. No início da manifestação das bancadas, a liderança do governo chegou a indicar voto contrário ao texto. Contudo, após alguns minutos voltou atrás e liberou seus parlamentares. O requerimento foi aprovado por 263 votos sim a 212 votos não.

Conforme Oeste apurou, o fato irritou os integrantes evangélicos. A orientação mudou após alguns telefonemas do grupo para a liderança do governo.

 

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