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Política

Ex-coordenador do INSS tenta barrar prisão no STF com habeas corpus

Advogado pediu salvo-conduto para impedir eventual detenção de Jucimar Fonseca da Silva

Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, em alusão à matéria sobre os PMs que aguardam julgamento na Corte; Moraes
A Polícia Federal (PF) citou a empresa em um relatório sobre os desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) | Foto: Wallace Martins/STF

A defesa de Jucimar Fonseca da Silva recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para impedir uma eventual ordem de prisão. A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) incluiu o ex-coordenador de pagamentos e benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) na lista de investigados por fraudes na concessão de descontos em aposentadorias e pensões.

O advogado Cícero Matos protocolou um habeas corpus com pedido de salvo-conduto. O STF distribuiu a solicitação ao ministro Luiz Fux. Caso o magistrado acolha o pedido, nenhuma autoridade poderá prender Jucimar, mesmo que o ministro André Mendonça, relator do caso, emita uma ordem de detenção.

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Mendonça recebeu da CPMI um ofício que solicita a prisão preventiva de 21 suspeitos ligados ao esquema. Entre os nomes mencionados estão o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto e Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

A CPMI responsabilizou o grupo por liberar indevidamente a inclusão de descontos associativos nos contracheques de beneficiários da Previdência.

Jucimar perdeu o cargo em abril, quando a Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação para desarticular a rede de fraudes. Ele assinou uma nota técnica que tratava da liberação em lote para pedidos da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura. O documento foi enviado à Procuradoria Federal Especializada no INSS.

Defesa nega irregularidade e indica regra transitória

Segundo o pedido de habeas corpus, a nota técnica apenas formalizou o trâmite para adoção de uma nova regra de autorização de descontos, prevista para entrar em vigor em junho de 2024. A norma exigia autenticação por biometria facial e assinatura eletrônica avançada, o que, na avaliação da defesa, garantiria maior segurança ao processo.

Leia também: “Lupi depõe na CPMI do INSS sobre fraude bilionária”

A Controladoria-Geral da União e a PF sustentam que o procedimento foi usado para beneficiar entidades conveniadas sem o consentimento de segurados. O caso permanece sob análise do STF, que deve se pronunciar nos próximos dias.

+ “CGU aponta R$ 3,4 bi em descontos não autorizados pela Contag; repasses continuaram depois de alertas”

2 comentários
  1. Amaury G Feitosa
    Amaury G Feitosa

    ROUBOU POUCO? cadeia neste mané … ROUBOU MUITO . relaxe cara que serás solto ….. Isto é Braziu !!! ou não é ???

  2. Carlos Soares
    Carlos Soares

    Pela manchete, dá a impressão de que o ex-
    -coordenador seria preso nas dependências do STF…

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