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Política

Ex-deputada morre sob suspeita de intoxicação alimentar

Grazielle Machado, de 45 anos, não resistiu a quadro de infecção causada por suposta contaminação

A ex-deputada Grazielle Machado, de 45 anos | Foto: Reprodução/Redes sociais
A ex-deputada Grazielle Machado, de 45 anos | Foto: Reprodução/Redes sociais

A ex-deputada estadual Grazielle Machado morreu na madrugada desta quarta-feira, 24, aos 45 anos, em Campo Grande (MS). Ela passou mal depois de uma refeição. Internada há dois dias no Hospital da Caixa de Assistência aos Servidores de MS, não resistiu a um quadro de infecção generalizada. A principal hipótese investigada pelas autoridades de saúde é uma contaminação pela bactéria salmonela. Outro indício estaria relacionado a uso de medicamentos.

Filha do deputado estadual Londres Machado (PSDB) e da ex-prefeita de Fátima do Sul Ilda Salgado Machado, Grazielle deixou três filhos. Na política, foi eleita vereadora de Campo Grande, aos 24 anos, e exerceu três mandatos consecutivos entre 2005 e 2014. Em 2014, conquistou uma vaga na Assembleia Legislativa, com mais de 39 mil votos, tornando-se, à época, a mulher mais votada da história de Mato Grosso do Sul.

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Ex-deputada trabalhava no governo estadual 

Formada na área de comunicação, Grazielle também atuou como professora, empresária e diretora da Revista Ímpar. Nos últimos anos, permaneceu ligada à vida pública. Em 2024, disputou uma vaga na Câmara Municipal de Campo Grande e ficou na suplência. Desde o início de 2025 ocupava o cargo de assessora especial na Casa Civil do governo de Mato Grosso do Sul.

Segundo familiares, a ex-parlamentar começou a apresentar sintomas pouco tempo depois de uma refeição. Ela foi levada ao hospital, mas o quadro evoluiu rapidamente. Os exames laboratoriais deverão indicar se a salmonela foi a causa da morte.

Leia também: “Existe imposto justo?”, artigo de Roberto Motta publicado na Edição 327 da Revista Oeste

A salmonelose é uma infecção geralmente transmitida por alimentos contaminados, como ovos, carnes e produtos mal armazenados. Os sintomas mais comuns incluem diarreia, vômitos, febre, dores abdominais e desidratação. Em situações mais graves, a bactéria pode atingir a corrente sanguínea e provocar complicações potencialmente fatais.

Dados do Ministério da Saúde mostram que, entre 2007 e 2020, o Brasil registrou 152 mortes relacionadas a surtos de doenças transmitidas por alimentos, além de mais de 22 mil hospitalizações. No mesmo período, foram notificados milhares de surtos em todo o país, evidenciando que as infecções alimentares continuam sendo um importante problema de saúde pública.

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