Ex-operador do PSDB lavou ao menos US$ 430 mil em propinas com mansão no Guarujá

Paulo Preto teria recebido propinas em troca de renegociação de contratos e direcionamento de licitações
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Ex-diretor de engenharia da Dersa Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto | Foto: Robson Fernandes/Estadão Conteúdo
Ex-diretor de engenharia da Dersa Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto | Foto: Robson Fernandes/Estadão Conteúdo

Paulo Preto teria recebido propinas em troca de renegociação de contratos e direcionamento de licitações

Paulo Preto
Ex-diretor de engenharia da Dersa Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto
Foto: Robson Fernandes Estadão Conteúdo
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Segundo a força-tarefa da Lava Jato em São Paulo, o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza lavou ao menos US$ 430 mil em propinas da Odebrecht com a compra de uma mansão no condomínio Iporanga, no Guarujá.

A aquisição foi declarada em R$ 1 milhão, ainda que o imóvel estivesse avaliado em mais de R$ 2,9 milhões.

A denúncia apresentada ontem, quinta 3, contra o suposto operador do PSDB no Estado revela que os US$ 430 mil foram repassados ao casal que estava vendendo o imóvel por meio de oito transferências no exterior operacionalizadas por Rodrigo Tacla Duran, operador financeiro da empreiteira para transações fora do país.

Leia mais: “A resposta liberal para a desigualdade”, na edição desta semana da Revista Oeste

Paulo Preto chegou a ser condenado a 145 anos de prisão por supostos desvios de R$ 7,7 milhões que deveriam ser aplicados na indenização de moradores impactados por obras do Rodoanel Sul, mas a sentença foi anulada em dezembro do ano passado.

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, ele teve a prisão preventiva convertida em prisão domiciliar.

Denúncia

De acordo com a nova denúncia da Lava Jato, o ex-diretor da Dersa teria utilizado duas empresas da família — o Hotel Giprita e a P3T Empreendimentos e Participações — para ocultar a origem de valores e bens ilícitos por ele angariados em esquemas ilícitos envolvendo as obras do Rodoanel Sul e do Sistema Viário Estratégico Metropolitano de São Paulo.

Paulo Preto teria recebido propinas em troca de renegociação de contratos e direcionamento de licitações.

Leia também na Revista Oeste desta semana “Sai da UTI, Brasil”, do colunista Guilherme Fiuza

A compra do imóvel no condomínio Iporanga, no Guarujá, seria mais uma das transações feitas por Paulo Vieira de Souza para ocultar valores “provenientes de crimes de cartel, corrupção, fraude e licitação e peculato”, segundo a força-tarefa da Lava Jato.

“Parte substancial dos valores ilícitos usados na compra do imóvel passou por camadas de lavagem, de maneira a viabilizar a conversão desses recursos em um ativo lícito imobilizado dotado de expressivo valor de mercado”, registra denúncia apresentada ontem.

Segundo o documento, os US$ 430 mil em propinas foram repassados ao casal que estava vendendo a mansão no Guarujá em menos de um mês, entre 28 de março e 16 de abril de 2012, partindo de uma offshore para contas mantidas pelos vendedores do imóvel na China e na Suíça.

As transferências variavam de US$ 30 mil a US$ 60 mil e foram registradas em e-mails, planilhas e swifts do sistema Drousys, do famoso Departamento de Operações Estruturadas da Odebrecht.

A procuradoria indica ainda que 25% do imóvel foi adquirido por meio de recursos ilícitos inseridos fraudulentamente no faturamento do Hotel Giprita, da família do ex-diretor da Dersa.

A denúncia registra que, para justificar o pagamento dessa parcela da mansão pelo estabelecimento, Paulo Preto teria celebrado um contrato simulado de empréstimo no valor de R$ 150 mil.

Paulo Preto
Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, ex-diretor administrativo da Dersa
Foto: Evelson de Freitas/Estadão Contéudo

O que chamou a atenção da Lava Jato paulista foi o fato de que a quitação do empréstimo se deu mediante dois depósitos em dinheiro de R$ 75 mil em favor do hotel realizados pouco mais de um mês depois da assinatura do acordo.

O Hotel Giprita também aparece na denúncia como um dos meios supostamente utilizados por Paulo Vieira de Souza para a lavagem de propinas, com a emissão de registros fictícios de hospedagem.

Notas fiscais apreendidas mostram que o estabelecimento recebeu R$ 1,3 milhão por reservas feitas em nome do próprio hotel. Os depósitos teriam sido realizados entre 2016 e 2019 e apontam para situações suspeitas, como uma reserva de apenas oito minutos que custou R$ 4,3 mil e foi paga em dinheiro.

Com informações do Estadão Conteúdo

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2 comments

  1. Eatava tudo engavetado em São Paulo, no Rio a coisa pega fogo, em São Paulo não andava. Será q é pq o disney era o chefe lá, acobertado por Romário, ambos hj com Alexandre d Moraes. Q foi secretário d segurança d estado? Sera? Bem existe uma coincidência enorme entre a saída d moro e a lava jato chegar ao PSDB.

  2. Eatava tudo engavetado em São Paulo, no Rio a coisa pega fogo, em São Paulo não andava. Será q é pq o disney era o chefe lá, acobertado por Romário, ambos hj com Alexandre d Moraes. Q foi secretário d segurança d estado? Sera? Bem existe uma coincidência enorme entre a saída d moro e a lava jato chegar ao PSDB, ou será verdade?

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