Ex-secretário de Saúde do Rio envolve presidente do PSC no covidão fluminense

De acordo com delação de Edmar Santos, Pastor Everaldo teria feito pressões e ameaças contra ele enquanto estava preso no Rio
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Witzel com o então secretário de Saúde do Rio, Edmar Santos: delação coloca governador e partido dele na UTI <br> Foto: Eliane Carvalho/Governo do Estado do Rio
Witzel com o então secretário de Saúde do Rio, Edmar Santos: delação coloca governador e partido dele na UTI
Foto: Eliane Carvalho/Governo do Estado do Rio | delação premiada, edmar santos, wilson witzel, pastor everaldo, psc, mário peixoto, habeas corpus, trf-2

De acordo com delação de Edmar Santos, Pastor Everaldo teria feito pressões e ameaças contra ele enquanto estava preso no Rio

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Witzel com o então secretário de Saúde do Rio, Edmar Santos: delação coloca governador e partido dele na UTI | Foto: Eliane Carvalho/Governo do Estado do Rio
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Em delação premiada feita à Procuradoria-Geral da República (PGR), o ex-secretário estadual de Saúde do Rio, Edmar Santos, afirmou ter sofrido pressões e ameaças enquanto esteve preso em Niterói, região metropolitana do Estado.

Santos deixou a prisão na última semana por ordem do Superior Tribunal de Justiça (STJ) depois de ter a delação homologada.

De acordo com trechos do documento obtidos pelo RJ1, da Rede Globo, o ex-secretário foi pressionado por um ex-sargento, que estava preso com ele, para saber se delataria o esquema de desvios de verbas do combate à covid-19, que o levou a ser preso. O homem afirmava ser próximo do deputado estadual Marcio Canella (MDB) e outros políticos.

Em outro momento, Edmar Santos narrou que um policial local avisou que ele deveria trocar de advogados e que, se o fizesse, “o grupo não o abandonaria”. Segundo o delator, o grupo a que se referia é o do pastor Everaldo, presidente Nacional do PSC, partido do governador Wilson Witzel, que colocou Santos como secretário.

Indicações

Na delação, Santos afirmou que o Instituto Diva Alves Brasil (Idab) emprega funcionários indicados por parlamentares e, por isso, conseguiu administrar sete unidades de atendimento do Estado, além do Hospital Zilda Arns, em Volta Redonda, e Anchieta, na capital, que foram destinados a atender pacientes com coronavírus.

Segundo conta, houve um choque de interesses na Secretaria de Saúde, já que Mariana Scardua, ex-subsecretária que cuidava da gestão das Organizações Sociais (OSs), foi indicada por Ramon de Paula Neves.

Este, por sua vez, foi subsecretário de Desenvolvimento Rural da Secretaria Estadual de Agricultura e era “muito ligado ao governador e ao grupo do empresário Mario Peixoto” — que está preso, suspeito de desviar mais de R$ 500 milhões dos cofres públicos há mais de dez anos.

Santos declarou que Ramon Neves pressionava para contratação dos serviços de Mario Peixoto e reclamava do controle da secretaria pelo grupo do Pastor Everaldo.

Habeas corpus negado

Ainda nessa sexta-feira, 14, o empresário Mário Peixoto teve seu quinto pedido de habeas corpus negado pela Justiça.

Na decisão, o desembargador Abel Gomes, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), indicou que a ‘imprescindibilidade da segregação’ de Peixoto foi reafirmada cada vez que os outros pedidos de liberdade foram negados em diferentes decisões e pontuou ainda não havia ‘razoabilidade’ para a mesma.

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