As apurações da Polícia Federal (PF) revelaram que José Aparecido Ribeiro Marin, ex-secretário de Educação de Sumaré (SP), recebeu valores em dinheiro vivo em pelo menos 26 ocasiões dentro da prefeitura. O valor está ligado a possíveis fraudes em licitações.
As informações surgiram durante a terceira etapa da Operação Coffee Break, realizada na quinta-feira 15. O foco da ação está ligado a desvios milionários na compra de materiais didáticos.
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No cargo de 2022 a 2024, Marin, segundo a PF, autorizava contratações antecipadamente, antes da existência de documentos oficiais sobre licitações municipais. As aprovações atendiam a pedidos de André Mariano, sócio da Life Educação, empresa investigada por envolvimento no esquema.
Troca de mensagens e encontros presenciais que envolve o ex-secretário de Sumaré
As investigações mostram que Mariano fornecia a Marin informações prévias sobre repasses federais para Sumaré. Em mensagens analisadas no WhatsApp de abril de 2023, Mariano afirma: “O governo federal enviou uns 6 milhões para vocês daquele repasse.” Marin respondeu: “Realmente muito bom né”, de acordo com a Polícia Federal.

De acordo com as autoridades, os diálogos resgatados também mostram que ambos se encontraram presencialmente diversas vezes. As agendas de Mariano detalhavam reuniões, frequentemente com a palavra “café”. O termo era usado para se referir à propina, e havia ainda registros de valores discutidos.
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Na semana passada, a PF cumpriu três mandados de busca e apreensão relacionados a Marin e houve bloqueio de bens. Em uma propriedade rural vinculada ao ex-secretário, agentes federais localizaram 11 armas e cerca de 400 munições.
Desdobramentos da Operação Coffee Break
A etapa anterior da Operação Coffee Break, ocorrida em novembro passado, resultou na prisão de seis suspeitos por fraudes em licitações em Sumaré e Hortolândia (SP).
Entre eles estava o vice-prefeito de Hortolândia, Cafu César (PSB). A empresa Life Tecnologia Educacional, comandada por Mariano, recebeu aproximadamente R$ 70 milhões para fornecer kits e livros escolares a três municípios paulistas. A PF sugere que os contratos eram direcionados, superfaturados e parte do dinheiro teria sido desviado para empresas de fachada.
De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, defesa de Marin declarou que ainda não teve acesso completo aos autos do processo e aguarda mais informações oficiais para se manifestar detalhadamente.
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Ressaltou, ainda, que toda a documentação dos armamentos já está com a PF e não há irregularidades quanto à posse ou origem do acervo.








































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