O deputado federal Filipe Barros (PL-PR) afirmou, nesta terça-feira, 6, que a prisão de Nicolás Maduro pode influenciar o cenário eleitoral no Brasil e em outros países da América Latina. A declaração ocorreu depois da captura do ex-ditador venezuelano por militares dos Estados Unidos, em Caracas, no sábado 3.
Segundo o parlamentar, a situação da Venezuela deve ser analisada dentro de um contexto político regional. “Pra nós compreendermos a gravidade do que se passava na Venezuela, é impossível não remontarmos ao Foro de São Paulo, organização que juntava partidos políticos de esquerda de toda a América Latina junto com facções criminosas como as FARCs, da Colômbia”, afirmou.
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Barros disse que a prisão de Maduro tende a produzir efeitos eleitorais nos próximos anos. “Certamente a queda do narcoditador Nicolás Maduro terá um impacto, sim, não só nas eleições do ano que vem mas nas eleições dos outros países nos próximos anos”, declarou.
As declarações ocorreram no programa Jornal da Oeste 1ª Edição. Assista:
Além disso, o deputado lembrou que a prisão fez parte de uma ação de combate ao narcotráfico conduzida pelos Estados Unidos. Ele citou o Cartel de Los Soles, classificado como organização terrorista pelo Departamento do Tesouro norte-americano.
De acordo com Barros, denúncias da procuradoria-geral dos EUA indicam o uso do Estado venezuelano para atividades criminosas. “A denúncia tem contundentes provas de como esse cartel atuava, aparelhava o Estado, se utilizando do Estado para traficar drogas e armas”, afirmou. Para o deputado, o quadro inclui violações de direitos humanos e crimes transnacionais.
Filipe Barros defende voto impresso
Presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, Barros também comentou o debate eleitoral no Brasil. Ele afirmou que, em 2025, o colegiado investigou a interferência do Partido Democrata dos EUA nas eleições de 2022 e avaliou que esse cenário beneficiou o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo o parlamentar, só a ausência de interferência externa no Brasil já representaria um avanço para o país. Além disso, afirmou que o momento abre espaço para discutir “a adoção do voto impresso ou de outras medidas que aumentem a confiabilidade do processo eleitoral brasileiro”.
Fronteira brasileira sob monitoramento
Barros afirmou que mantém contato com integrantes do Exército para acompanhar a situação na fronteira do Brasil com a Venezuela. Segundo ele, não há registro de ocorrências até o momento. “A informação que tenho até agora é de que a fronteira com a Venezuela está muito tranquila”, disse.
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O deputado declarou preocupação com a possibilidade de entrada de criminosos no país sob a justificativa de refúgio. “Que, sob o pretexto de serem refugiados, saiam de lá traficantes e pessoas até mesmo do alto escalão do regime venezuelano”, afirmou. Ele acrescentou, no entanto, que a região já está sendo monitorada pelas Forças Armadas.
Nicolás Maduro foi capturado na madrugada de sábado, levado inicialmente a um navio da Marinha dos Estados Unidos e depois transferido para a Base Naval de Guantánamo, em Cuba. Em seguida, foi a Nova York, onde está detido no Centro de Detenção Metropolitano, no Brooklyn, e responde a acusações de tráfico de drogas e narcoterrorismo. Além disso, sua mulher Cilia Flores também está presa no mesmo local.
A prisão do Maduro vai impactar nas eleições desse ano e não ano que vem que o repórter divulga nessa matéria