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Política

Flávio afirma que pediu para Trump não taxar empresas do Brasil

Segundo o senador e pré-candidato à Presidência, o pedido foi feito durante uma reunião na Casa Branca, em Washington

O senador e pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro | Foto: Saulo Cruz/Agência Senado
O senador e pré-candidato do Partido Liberal à Presidência da República, Flávio Bolsonaro | Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou nesta terça-feira, 2, ter solicitado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que não impusesse tarifas sobre empresas brasileiras. O pedido foi feito diretamente durante uma reunião na Casa Branca, em Washington, realizada na semana passada.

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Em entrevista à rádio Itatiaia, de Belo Horizonte, Flávio enfatizou a importância do agronegócio nacional e defendeu o reconhecimento das inovações brasileiras. “Pedi expressamente ‘não taxem as empresas brasileiras'”, destacou Flávio. “Em 2027, vocês vão ter um governo que vai sentar aqui com vocês, vai negociar de igual para igual. O nosso agro alimenta o mundo e não é justo taxar as nossas empresas.”

“Temos que valorizar a nossa tecnologia, o nosso Pix, o nosso etanol, que é uma energia limpa”, prosseguiu o parlamentar. “A gente tem que incentivar esse nosso capital que é o etanol. Nós temos tudo para sentar de igual para igual.”

Reunião entre Flávio e Trump

Além do apelo para evitar tarifas sobre produtos nacionais, Flávio revelou ter solicitado que os Estados Unidos classificassem as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho como organizações terroristas. Dias depois do encontro, os EUA oficializaram essa classificação.

Mesmo com as tratativas, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos divulgou na segunda-feira 1º uma proposta para instituir tarifas de 25% sobre todas as importações provenientes do Brasil. Apenas bens enquadrados como “sujeitos às tarifas de segurança nacional” ficariam isentos dessas medidas.

Segundo Flávio, as medidas sugeridas pelo governo norte-americano ainda não entraram em vigor, e o Brasil possui um prazo para buscar melhorias nos termos. “Pelo que eu entendi, [o novo tarifaço] é uma sugestão ainda, entraria em vigor a partir de julho ainda”, enfatizou o pré-candidato do PL. “Lula tem mais esse tempo para ir lá e negociar, para defender as empresas brasileiras, valorizar o nosso agro.”

Possíveis impactos das novas tarifas

A definição sobre a implementação das novas tarifas ainda depende da decisão final de Trump. Se a medida for aprovada, não será a primeira vez que os EUA aplicam impostos extras sobre mercadorias brasileiras. No primeiro semestre de 2025, Trump já havia decretado tarifas contra países como China, México e Canadá, atingindo também o Brasil com uma sobretaxa de 40%.

Leia também: “A embaixada dos Batista”, reportagem de Yasmin Alencar publicada na Edição 324 da Revista Oeste

As ações do governo norte-americano baseiam-se na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, criada nos anos 1970, que concede ao presidente autoridade para regular importações em situações de emergência.

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