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Durante a Conferência de Presidentes da América Latina em Buenos Aires, no dia 28, o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL, chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de "antissemita" e criticou sua política externa, especialmente em relação a Israel. Flávio prometeu restabelecer relações diplomáticas entre Brasil e Israel, transferir a embaixada para Jerusalém e aderir aos Acordos de Isaac, caso seja eleito.
O senador e pré-candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, classificou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como “antissemita” durante discurso na abertura da Conferência de Presidentes da América Latina, em Buenos Aires, neste domingo, 28.
No evento, o parlamentar também prometeu restabelecer as relações diplomáticas entre Brasil e Israel, transferir a embaixada brasileira de Tel-Aviv para Jerusalém e aderir aos Acordos de Isaac, caso seja eleito.
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Promovida pela Fundação dos Aliados de Israel e pela Amigos Americanos dos Acordos de Abraão, a conferência reuniu lideranças políticas da região para discutir o fortalecimento das relações entre Israel e países latino-americanos.
Ao criticar a política externa do governo brasileiro, Flávio afirmou que Lula “nutre ódio pelo povo judeu” e relembrou a declaração feita pelo petista em 2024, quando comparou a ofensiva militar de Israel na Faixa de Gaza ao Holocausto promovido pela Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial. “Lula é antissemita”, declarou o senador.
O parlamentar também apresentou compromissos de campanha voltados à aproximação com Israel. Segundo ele, uma eventual vitória nas eleições presidenciais resultará na mudança da embaixada brasileira de Tel-Aviv para Jerusalém, medida defendida há anos por setores da direita brasileira e pelo governo israelense.
Flávio afirmou ainda que pretende restabelecer a representação diplomática entre os dois países. “No primeiro dia de governo, receberei as credenciais do novo embaixador de Israel em Brasília”, disse.

Durante o pronunciamento, o senador demonstrou confiança em sua candidatura e associou o cenário político sul-americano ao avanço de governos de direita. Ele citou resultados eleitorais recentes no Peru e na Colômbia como sinais de uma “onda azul” no continente.
“Venho aqui para dizer. Quero estar de volta em 2027 para afirmar a adesão do Brasil aos Acordos de Isaac, ao lado do presidente Milei. E, quem sabe, ao lado do presidente Jair Bolsonaro”, afirmou.
Os Acordos de Isaac constituem uma iniciativa diplomática patrocinada pelo presidente da Argentina, Javier Milei, e pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. A proposta busca ampliar a cooperação entre Israel e países da América Latina.

Lula fragilizou relação do Brasil com Israel
As relações diplomáticas entre Brasil e Israel atravessam um período de tensão desde 2024, em razão da guerra na Faixa de Gaza. A crise ganhou força depois que Lula comparou a atuação militar israelense ao Holocausto, declaração que provocou forte reação do governo de Israel.
O episódio levou à retirada dos embaixadores dos dois países, gesto diplomático que representa um rebaixamento nas relações bilaterais. Desde então, a embaixada brasileira em Tel-Aviv é chefiada por um encarregado de negócios, enquanto Israel designou Rasha Athamni para exercer a mesma função em Brasília.
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