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Política

Dino atende ao Psol e manda divulgar CPF de servidores pagos com emendas

Ministro do STF determinou rastreabilidade plena e lista nominal dos remunerados com verbas de comissão e de bancada

flávio dino
O ministro Flávio Dino, durante cerimônia na qual tomou posse como membro do STF | Foto: Ton Molina/Estadão Conteúdo

Nesta segunda-feira, 8, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que todos os servidores da saúde pagos com recursos de emendas de comissão e de bancada tenham seus nomes, valores recebidos e CPFs divulgados mensalmente no Portal da Transparência.

O juiz do STF atendeu, parcialmente, a um pedido do Psol, no âmbito de uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental.

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Dino afirmou que o uso dessas modalidades de emenda para custeio de pessoal, autorizado pelo Congresso ao editar a Resolução 002/2025, só pode ocorrer com “rigorosa observância” das exigências constitucionais de publicidade e controle.

Além da divulgação nominal, o ministro estabeleceu a criação de conta específica para cada tipo de emenda, a fim de facilitar o monitoramento dos repasses.

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Flávio Dino citou o TCU

Tribunal de Contas da União: Senado aprova mais gastos públicos | Foto: Valter Campanato|/Agência Brasil
Tribunal de Contas da União: Senado aprova mais gastos públicos | Foto: Valter Campanato|/Agência Brasil

A decisão de Dino considerou que o Tribunal de Contas da União (TCU) reviu entendimento anterior e derrubou o trecho do Acórdão 1.914/2024 que vedava o uso de emendas coletivas no pagamento de salários.

Dessa forma, o órgão passou a admitir o custeio, desde que obedecidas as regras fixadas pelo Congresso.

O juiz do STF observou, porém, que há “forte plausibilidade” jurídica para estender às emendas coletivas a mesma vedação que a Constituição impõe às emendas individuais — tema que, segundo ele, exige discussão em ação própria.

Transparência obrigatória

O ministro estabeleceu que a Administração Pública deve:

  • manter conta única e separada por modalidade de emenda;
  • publicar mensalmente a relação completa dos profissionais pagos com esses recursos, com valores e CPFs, resguardada a LGPD;
  • assegurar rastreabilidade integral dos pagamentos.

Dino ordenou ainda que a Advocacia-Geral da União prepare as adaptações necessárias no Portal da Transparência.

Leia também: “Um comunista no Ministério da Justiça”, reportagem publicada na Edição 145 da Revista Oeste

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