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Política

Dino cobra explicações de Motta em ação sobre urgência do 'PL da Adultização'

Processo foi movido pelo deputado Marcos Pollon (PL-MS)

flávio dino
O senador Flávio Dino (PSB-MA), durante a sessão na qual abriu mão do mandato para assumir o cargo de ministro do STF - 20/2/2024 | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Nesta terça-feira, 26, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu dez dias ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para apresentar informações sobre a aprovação da urgência do “PL da Adultização”.

A decisão foi tomada no âmbito de um mandado de segurança impetrado pelo deputado Marcos Pollon (PL-MS). De acordo com Pollon, Motta conduziu irregularmente a votação do requerimento de urgência, aprovado simbolicamente em 19 de agosto, apesar de pedido de votação nominal feito pela oposição.

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Conforme Pollon, houve “atropelo do processo legislativo” e violação ao direito dos parlamentares. Ele defende a tese segundo a qual o projeto tem de tramitar por comissão especial, segundo prevê o regimento interno da Câmara.

Ao analisar o pedido, Dino considerou “indispensável” ouvir previamente a Câmara antes de decidir sobre a liminar. Ele também comunicou a Advocacia-Geral da União (AGU) para que se manifeste no processo. O julgamento sobre a eventual suspensão da urgência ainda será apreciado após as manifestações da Mesa da Câmara e da AGU.

Ato de Flávio Dino incomoda Parlamento

Congresso Nacional, em Brasília | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Há dois dias, Dino determinou a abertura de novo inquérito da Polícia Federal para investigar o destino de cerca de R$ 700 milhões em recursos de emendas parlamentares individuais de transferência especial, conhecidas como “emendas Pix”.

O montante representa a soma de emendas direcionadas entre 2020 e 2024 e que não tiveram os planos de trabalho cadastrados. Para Dino, a ausência de detalhamento do uso dos recursos configura descumprimento de decisão judicial anterior.

Posteriormente à decisão, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou que o Congresso não pode abrir mão de discutir o papel das emendas e defendeu “maturidade e equilíbrio para deixar de criminalizar as emendas”.

Leia também: “Um comunista no Ministério da Justiça”, reportagem publicada na Edição 145 da Revista Oeste

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