O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trata o agronegócio como “lixo”. Ele discursou na Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), diante de produtores e lideranças do setor.
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Ao projetar o cenário para 2027, o parlamentar afirmou que Lula “vai ficar irrelevante”. Assim como o senador, o petista é pré-candidato à Presidência.
Flávio disse que o agronegócio ocupa papel central na economia e rejeitou a versão que rotula produtores como vilões. “Vocês sabem que o agro está no coração”, declarou. Ele afirmou que o governo federal pressiona o segmento e prejudica quem produz no país.
O pré-candidato atribuiu ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a “maior reforma agrária do Brasil”. Em seguida, afirmou que o país enfrenta instabilidade e afirmou que o governo Lula tentar “asfixiar o agro”.
Flávio classificou como “insanidade” a forma como o setor é tratado. Ele disse que o agronegócio sustenta o Brasil e representa solução para o crescimento econômico.
Crédito rural
O senador criticou o volume de recursos do Moviagrícola, programa do governo federal voltado ao financiamento de máquinas e equipamentos agrícolas. Flávio afirmou que produtores enfrentam alto endividamento e não conseguem assumir novos compromissos financeiros.
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Segundo Flávio, produtores sofreram com seca e enchentes. Ele defendeu linhas de crédito voltadas ao fluxo de caixa e criticou financiamentos direcionados à compra de máquinas.
Tarcísio no radar presidencial
Durante o discurso, Flávio elogiou Tarcísio. Ele afirmou que o aliado reúne condições para disputar a Presidência em algum momento. Até dezembro de 2025, o governador paulista era cotado para ser o candidato a presidente neste ano, com o apoio do ex-presidente Bolsonaro. Entretanto, o ex-chefe de Estado escolheu o senador.
“Uma pessoa [Tarcísio de Freitas] que tem, sim, plena capacidade de ser presidente deste Brasil”, afirmou o senador. “E, se Deus quiser, ainda vai ser um dia.”
Flávio afirmou que não esperava assumir a condição de candidato à Presidência. Segundo ele, o nome natural seria o do ex-presidente. Bolsonaro, entretanto, está inelegível desde condenação pelo Tribunal Superior Eleitoral, que entendeu que ele cometeu abuso de poder político e uso indevido de meios de comunicação, ao criticar as urnas eletrônicas em reunião com embaixadores. Além disso, o Supremo Tribunal Federal condenou Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão, no julgamento da suposta trama golpista.
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Ao final, Flávio se dirigiu ao público e afirmou que a mudança política não depende de apoio pessoal a ele. “Basta gostar de você”, declarou.






































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