Uma denúncia de uso indevido de um Cadastro de Pessoa Física (CPF) disparou a Operação OTC – Over The Counter, que desarticulou uma rede de fraudes no programa Farmácia Popular. A ação integrada entre a Polícia Federal (PF), a Receita Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) descobriu um esquema de corrupção estruturado que pode ter causado um prejuízo de R$ 30 milhões aos cofres públicos. O grupo criminoso operava por meio de vendas fictícias de medicamentos para drenar recursos federais de forma sistemática.
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O jornal O Globo informou que a fraude teve origem em um estabelecimento em Mato Grosso do Sul no ano de 2023. A quadrilha ocultava o destino do dinheiro através de um fluxo financeiro complexo, que incluía saques em casas lotéricas e pagamentos sucessivos de boletos bancários para apagar o rastro dos verdadeiros beneficiários. Mesmo com as manobras de lavagem de dinheiro, os agentes localizaram repasses destinados a uma liderança central do grupo criminoso.
Como funcionava a fraude no Farmácia Popular
Os criminosos montaram uma engenharia financeira para capturar verbas da saúde ao assumir o controle de farmácias já credenciadas no sistema federal. Primeiramente, os investigados adquiriam CNPJs de estabelecimentos com cadastro ativo no Farmácia Popular e alteravam a titularidade para pessoas ligadas ao esquema. Em seguida, o grupo alimentava os sistemas do governo com milhares de registros de vendas inexistentes para gerar créditos indevidos no Fundo Nacional de Saúde.
Depois de garantirem os repasses, as farmácias abandonavam o atendimento real e acumulavam pendências tributárias enquanto mantinham as contas bancárias ativas apenas para receber as verbas públicas. A quadrilha realizava transferências entre diversas empresas do grupo para dificultar o rastreamento por órgãos de fiscalização e garantir o escoamento do capital desviado.
Mandados e apreensões em quatro Estados
Agentes federais cumpriram na terça-feira 10 quatro mandados de busca e apreensão em municípios da Paraíba, de Minas Gerais, do Rio Grande do Sul e de São Paulo. O foco das buscas recaiu sobre endereços onde a Receita Federal identificou maior probabilidade de encontrar documentos comprobatórios e registros de contabilidade paralela. Além da papelada técnica, a operação busca congelar ativos financeiros para garantir o ressarcimento do Erário e a punição dos responsáveis.
A ofensiva reforça a vigilância sobre os sistemas de repasse do Ministério da Saúde e tenta frear a exploração criminosa de dados de cidadãos. A força-tarefa agora analisa os dados fiscais colhidos para identificar se outros estabelecimentos participam da rede de corrupção. A perícia pretende descobrir a extensão total do uso de nomes de terceiros para forjar compras e validar o desvio de dinheiro público.
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Pois é Erich. o roubo de 30 mil é grande. No entanto, não dá nem para entrada em caso de compra do risort. OU, não paga 1/3 do salário da mulhar do Moraes…