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Política

Gestor da Esh Capital chama Vorcaro de 'pau mandado' e diz que Tanure é dono do Master

Vladimir Timerman fez a denúncia à CPI do Crime Organizado

Vladimir Timerman, gestor de fundos da Esh Capital | Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Em 2021, Timerman acusou Tanure de cooptar acionistas minoritários para assumir o controle da Alliança Saúde e Participações | Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O gestor de fundos da Esh Capital, Vladimir Timerman, afirmou que Daniel Vorcaro era “pau-mandado” e “garoto de recados” dos reais donos do Banco Master. Timerman destacou à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, nesta quarta-feira, 18, que um dos proprietários da instituição financeira era o empresário Nelson Tanure.

“O senhor Nelson Tanure é uma das cabeças, o mais alto da hierarquia”, afirmou o gestor. “O meu sentimento é que ele [Vorcaro] é uma pessoa que realmente não sabia nem o que estava acontecendo. Foi colocado para ser a cara do Master, para fazer as conexões políticas.”

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Em nota, a assessoria de Tanure disse que o empresário tem décadas de experiência profissional no mercado de valores mobiliários e que nunca foi “acusado de qualquer prática supostamente delitiva no contexto das empresas em que é ou foi acionista”.

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O comunicado ainda diz que Tanure nunca foi sócio, controlador ou beneficiário, direto ou indireto, do Banco Master. Apenas manteve “relações comerciais legítimas, como cliente e investidor, nos mesmos moldes em que opera com diversas outras instituições financeiras”.

Gestor diz sofrer ameaças

Ao colegiado, Timerman afirmou que virou alvo de ameaças de morte e de 30 ações criminais, depois de ter denunciado a Gafisa S.A, empresa da qual Tanure é acionista.

Os senadores perguntaram quem é o culpado pela suposta demora na apuração das fraudes. Como resposta, o gestor apontou a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Polícia Federal e o Banco Central. “Minhas denúncias acerca de Gafisa S.A se iniciaram em 2019” disse Timerman. “A Gafisa S.A. é o laboratório de tudo.”

A Justiça de São Paulo condenou Vladimir Timerman, em março do ano passado, a um ano, dez meses e 15 dias de prisão pelo crime de perseguição contra Tanure.

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A juíza Eva Lobo Chaib Dias Jorge, da 12ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), trocou a detenção por serviços beneficentes pelo mesmo prazo da pena. Além disso, precisou pagar 36 dias-multa.

Em 2021, Timerman acusou Tanure de cooptar acionistas minoritários para assumir o controle da Alliança Saúde e Participações, empresa de exames médicos da qual é sócio.

As redes sociais do gestor chegaram a ser suspensas, depois de ele descumprir uma decisão judicial que o proibia de postar ofensas a Tanure.

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