O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu os Três Poderes nesta sexta-feira, 24, e afirmou que o “problema do Master é da Faria Lima”. A declaração ocorreu em entrevista ao canal CNN Brasil.
Segundo o ministro, as investigações relacionadas ao Master, do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, atingem diretamente o sistema financeiro e “deve ser assim ser tratado”.
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“Não se pode dizer que isso foi um problema do Supremo Tribunal Federal”, disse o ministro. “Não tentem transferir para a Praça dos Três Poderes esse problema do Master. O Master reside na Faria Lima, e só. Então, é uma questão do sistema financeiro.”
O ministro do STF relembrou que a autorização para o Master entrar em funcionamento foi dada pelo Banco Central sob a direção do então presidente Roberto Campos Neto.
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Gilmar ainda disse que corretoras de grandes bancos fizeram vendas de CDBs para o Master, e a situação foi tratada como normal.
Master e os ministros do STF, segundo Gilmar
O ministro também afirmou que, caso haja descoberta de envolvimento de autoridades, elas devem ser responsabilizadas.
“Se houver responsabilidade de autoridades, parlamentares, participarem disso daí, ou o ministro cometeu algum deslize ou coisa do tipo, que se investigue”, disse Gilmar.
O decano também disse que entende que escritórios ligados a ministros defenderam a empresa de Daniel Vorcaro, mas que é preciso aguardar as investigações. “Este aqui é um episódio muito marcante e que está ainda sob investigação, portanto vamos aguardar o desdobramento dessas investigações.”
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Na entrevista, Gilmar não criticou o fato de o escritório da advogada Viviane Barci, mulher do ministro Alexandre de Moraes, ter assinado contrato de R$ 129 milhões com o Master. O decano do STF ainda evitou comentar a situação de Dias Toffoli, que viu sua família vender ações do Tayayá Resort, em Ribeirão Claro (PR), para fundos ligados ao empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.





































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