O senador Rogério Marinho (PL-RN) criticou o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por defender a continuidade do Inquérito das Fake News pelo menos até o período eleitoral. Segundo o parlamentar, a visão do decano é “desavergonhada” e demonstra “descolamento da realidade”.
“Gilmar Mendes expôs não apenas sua desconexão da realidade, mas uma visão desavergonhada”, escreveu Marinho em suas redes sociais. “Defender a continuidade de inquéritos arbitrários e inconstitucionais, sem juiz natural e usados como instrumento de coação, é admitir o abuso como método. Isso não protege a instituição, isso corrói a nossa democracia. Mais do que nunca se faz urgente uma reforma do Judiciário.”
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Na quarta-feira 22, em entrevista à jornalista Renata Lo Prete, da TV Globo, Gilmar afirmou que a investigação ainda cumpre papel relevante diante de “ataques” ao STF.
“Eu tenho a impressão de que o inquérito continua necessário, e ele vai acabar quando terminar”, disse o magistrado. “É preciso que isso seja dito em alto e bom som.”
O ministro Alexandre de Moraes conduz o inquérito, instaurado em março de 2019 para investigar a suposta disseminação de notícias falsas e ameaças contra membros da Corte. A apuração enfrenta críticas de juristas e analistas políticos, que indicaram irregularidades no processo, desde sua abertura de ofício pelo então presidente do STF, Dias Toffoli.
Gilmar aciona Moraes contra Zema no Inquérito das Fake News
Gilmar Mendes encaminhou uma notícia-crime a Alexandre de Moraes para incluir o ex-governador Romeu Zema no Inquérito das Fake News. O decano reagiu a um vídeo publicado pelo político mineiro que utiliza fantoches para representar membros da Corte. Moraes remeteu o pedido, que corre sob sigilo, para análise da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Em suas redes sociais, Zema compartilhou um vídeo humorístico com fantoches que representam Toffoli e Gilmar. Na gravação, os personagens dialogam em tom irônico sobre decisões judiciais e benefícios pessoais.
Na representação encaminhada a Moraes, o decano argumenta que o conteúdo “vilipendia não apenas a honra e a imagem deste Supremo Tribunal Federal, como também da minha própria pessoa”.
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A manifestação da PGR deve determinar se o STF vai abrir oficialmente a investigação contra o ex-governador de Minas Gerais.





































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