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Política

Gilmar Mendes dá 48 horas para Santa Catarina explicar veto a cotas raciais

Ministro cobra universidade e Executivo e Legislativo estadual

O ministro do STF Gilmar Mendes: urgência | Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil
Gilmar está na lista dos indiciados pela CPI do Crime Organizado | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes deu 48 horas para o governo de Santa Catarina esclarecer a lei que proíbe cotas raciais em universidades estaduais e instituições financiadas com recursos públicos. 

A decisão se aplica do mesmo modo à Assembleia Legislativa e à administração da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). Ambas instituições deverão detalhar o motivo da aprovação da norma, bem como sua forma de aplicação.

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Gilmar Mendes quer urgência

O despacho destaca principalmente que o tema exige urgência. Isso porque os processos seletivos estão em andamento. Assim, poderiam sofrer alterações caso a lei se contraponha à Constituição. O ministro afirmou que situações como essa “afetam expectativas legítimas de estudantes e precisam de rápida intervenção”.

A lei estadual veta políticas de cotas raciais. Segundo ela, a admissão restringe apenas a critérios socioeconômicos, inclusão de pessoas com deficiência e reserva de vagas para estudantes da rede pública. O texto gerou reação imediata de partidos de esquerda, entidades estudantis e organizações não-governamentais. Para esses grupos, a proibição seria um retrocesso e ignora decisões anteriores do próprio Supremo.

As contestações dizem que a norma desconsidera desigualdades históricas e compromete o princípio constitucional da igualdade. Em documentos enviados ao tribunal, representantes de entidades civis afirmam que a eliminação das cotas “enfraquece políticas essenciais de correção de distorções sociais”.

Leia também: “Um Judiciário fora da lei”, artigo de Eugênio Esber publicado na Edição 306 da Revista Oeste

A regra pode afetar a Udesc e outras instituições que dependem de financiamento público estadual. Elas organizam vestibulares e editais de ingresso que tradicionalmente incluem o regime de cotas. Se a lei prevalecer, as universidades terão de reformular seus modelos de seleção. O Supremo solicitou manifestações da Advocacia-Geral da União e da Procuradoria-Geral da República.

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5 comentários
  1. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    E 60 milhões de brasileiros dão 48h para o Ministro Gilmar explicar a interferência num estado da Federação, em uma lei aprovada contra as pautas woke.😜

  2. Carlos Augusto Olivé Malhadas
    Carlos Augusto Olivé Malhadas

    a notícia não diz quem e quando foi ajuizada ação no STF e sua distribuição ao Sapão , que não pode atuar “de ofício”.

  3. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    Ministro Gilmar, os Estados têm parlamentares, eleitos pela população local, pare de levantar a bandeira Woke.

  4. David S
    David S

    Tá na hora de mandar, alguns destes ministrecos, plantar batatas.
    Que moral Gilmar Mendes e os seus colegas têm, para julgar alguém……

  5. Paulo Miranda
    Paulo Miranda

    Dou dez segundos para o supremo terrorismo fascista explicar o banco Master e o toffolão.

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