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Política

Gilmar Mendes defende plano de Lula para a Segurança Pública

Críticos afirmam que a PEC centraliza as decisões em Brasília e fere a liberdade e a autonomia de Estados e municípios

'A cor do gato não importa, o importante é que ele cace o rato', disse Gilmar Mendes, como justificativa à admiração pelo regime de censura chinês | Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF
A proposta, que chegou ao Congresso em abril, segue em análise na Câmara dos Deputados | Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF

O debate sobre a reforma constitucional da segurança pública ganhou destaque nesta quarta-feira, 8, quando o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da segurança pública articulada pelo governo Lula.

A proposta, que chegou ao Congresso em abril, segue em análise na Câmara dos Deputados.

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Durante o seminário “Segurança Pública em Perspectiva”, realizado no Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), em Brasília, Gilmar Mendes afirmou que a PEC busca aprimorar a estrutura constitucional do setor no Brasil, promovendo maior integração entre as forças de segurança e intensificando a cooperação contra o crime organizado.

O ministro ressaltou que a PEC 18/2025 prevê tornar o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) parte da Constituição, com o objetivo de assegurar estabilidade e continuidade no financiamento do setor.

Mesmo reconhecendo os questionamentos sobre o pacto federativo e a autonomia dos Estados, Gilmar Mendes defendeu o debate sobre o tema.

“As instituições devem encontrar um ponto de equilíbrio entre a necessidade de coordenação nacional e o respeito às especificidades e autonomias locais”, afirmou o ministro.

Críticos da PEC afirmam que a proposta vai centralizar as decisões em Brasília, reduzindo a liberdade que Estados e municípios têm para atuar segundo suas realidades locais.

Gilmar Mendes critica “populismo”

O magistrado criticou o que chamou de “sequestro da pauta da segurança pública pelo populismo”, argumentando que “discursos demagógicos” dificultam o enfrentamento efetivo da violência.

Segundo Gilmar Mendes, respostas simplistas, desvinculadas de evidências e da Constituição agravam o problema.

Leia também: “A multinacional do crime organizado”, reportagem de Edilson Salgueiro publicada na Edição 290 da Revista Oeste

“Bravatas, improvisos e retórica populista custam vidas”, disse o ministro.

Gilmar Mendes considerou inadmissível a situação em que brasileiros convivem sob ameaças constantes e destacou que a criminalidade se tornou mais sofisticada, com atuação internacional.

Ele mencionou operações da Polícia Federal que identificaram o avanço do Primeiro Comando da Capital (PCC), grupo que, segundo ele, estaria infiltrando-se em instituições do Estado e na economia formal.

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4 comentários
  1. JOSE A
    JOSE A

    Pode de policia centralizado é natural de regimes comunistas e autoritarios. A cada dia o PT junto com o STF tentam afundar a democracia. Beiçola, Dinosauro e Cia estão fechados. Gilmar vive dando entrevistas. Não pagamos este Juiz para isto !

  2. Reinaldo Terribelli
    Reinaldo Terribelli

    Isso é só um meio de tratorar os governos estaduais interferindo em legislaçãoes estaduais para tentar controlar todo o sistema policial nacional de acordo com as diretrizes de Brasilia .
    Com isso os governos estaduais perderiam autonomia com respeito às nescessidades especificas de cada região .
    A politica de segurança publica deve ser implantada ao nivel estadual já que cada estado tem problemas e nescessidades especificas devido a grande diversidade populacional e cultural do país que dificilmente seriam resolvidos por uma entidade unica centralizada em Brasilia.

  3. Ivan Sérgio de Paula lima
    Ivan Sérgio de Paula lima

    Nem li.
    Se é bom pro beiçola, nao deve ser bom para os brasileiros!

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