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Política

Gilmar volta a criticar pedido de indiciamento e sugere investigação por abuso de poder

A declaração do ministro ocorreu durante sessão da 2ª Turma

Ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal | Foto: Antônio Augusto/STF
Gilmar é presidente da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal | Foto: Antônio Augusto/STF

O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a criticar o relatório da Comissão de Inquérito Parlamentar (CPI) do Crime Organizado, que pede indiciamento dele e de outros ministros. O magistrado afirmou que o caso requer investigação por abuso de poder.

A declaração do magistrado ocorreu nesta terça-feira, 14, durante sessão da 2ª Turma no STF. Gilmar é presidente do colegiado, que tem André Mendonça, Dias Toffoli, Luiz Fux e Nunes Marques como integrantes.

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Leia também: “Gilmar diz que indiciamento por CPI não tem ‘base legal’”

“O pedido formulado pelo relator da CPI do Crime Organizado, voltado ao indiciamento de ministros do Supremo sem base legal, não constitui apenas um equívoco técnico”, afirmou o ministro. “Trata-se de erro histórico que nos conduz a uma reflexão mais ampla sobre o papel e os poderes das Comissões Parlamentares de Inquérito.”

Nesta terça-feira, o magistrado já tinha criticado o relatório de indiciamento. Na sessão, Gilmar ainda disse que o relator não procurou investigar os atos das operações policiais no Rio de Janeiro, no passado.

Leia também: “Relator da CPI do Crime Organizado pede indiciamento de Moraes, Toffoli, Gilmar e Gonet”

“Não tenha promovido sequer a quebra de sigilos de milicianos ou integrantes das facções que controlam territórios no Rio de Janeiro”, disse Gilmar. Na avaliação do ministro, a comissão teve “desvio ou de abuso” em sua atuação, o que não está de acordo com a Constituição.

“Enfatizo, ainda, senhores ministros, que excessos desse quilate podem caracterizar abuso de autoridade e devem ser rigorosamente apurados pela Procuradoria-Geral da República”, completou o decano do STF.

Gilmar, Moraes e Gonet indiciados

O relatório final da CPI do Crime Organizado, apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), pede o indiciamento de três ministros do STF e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Além de Gilmar, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes integram a lista dos ministros do STF que constam no relatório de Vieira.

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