O senador Eduardo Girão (Novo-CE) reuniu 33 assinaturas para apresentar o requerimento de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado. A abertura da investigação sobre o escândalo do Banco Master depende da leitura do documento pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP). O parlamentar cearense tentaria protocolar o pedido de instalação da comissão ainda nesta quarta-feira, 26.
Girão começou a coletar assinaturas na segunda-feira 24. Ele afirma principalmente que a urgência do tema justifica a rapidez do processo. Segundo ele, há suspeitas bilionárias de fraude que exigem a apuração do Senado. “Foi um prazo recorde. É dever moral do Senado investigar isso. Está na mão do presidente. Tem bilhões em fraudes e não é a primeira vez que esse tipo de coisa acontece”.
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Girão e os elos políticos do escândalo
O senador lembrou que não se trata da primeira tentativa de investigar a operação de compra do Banco Master pelo BRB. “A gente precisa saber que elos políticos são esses que deram cobertura a isso. Precisamos entender esses jatinhos, quem levou quem, quando, para onde. A primeira tentativa de CPI nesse assunto foi em abril e foi retirada. Tínhamos conseguido as assinaturas, mas o autor do pedido recuou. Agora vamos até o fim; não tem perigo de retirada, porque eu sou o autor”.
Na Câmara dos Deputados, o requerimento sob autoria de Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) soma 71 assinaturas até o momento. Mesmo que alcance os 171 apoios necessários, parlamentares reconhecem que há uma fila extensa de comissões na Casa. Avaliam desse modo que o movimento pode servir como pressão para que o Legislativo do Distrito Federal avance no processo de impeachment do governador Ibaneis Rocha (MDB).
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