O governo de Tarcísio de Freitas, de São Paulo, inaugurou na manhã da terça-feira 7 um piscinão na divisa entre os municípios de Franco da Rocha e Francisco Morato, na Região Metropolitana da capital paulista. A estrutura foi construída em uma área marcada por enchentes frequentes, sobretudo durante o verão. O período é conhecido pelo alto volume de chuva, que costuma sobrecarregar córregos e sistemas de drenagem.
O reservatório integra um conjunto de obras voltadas à contenção de cheias. De acordo com o governo estadual, a intervenção deve beneficiar diretamente cerca de 100 mil moradores.
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A obra fica na Avenida Ulysses Guimarães, uma das maiores da região, e tem capacidade para armazenar aproximadamente 348 mil metros cúbicos de água — o equivalente a 340 milhões de litros ou 139 piscinas olímpicas.
“Entregamos hoje o reservatório TG-09 depois de inaugurarmos dois piscinões importantes, o EU-08 e EU-09, no ano passado”, informou Tarcísio. “O saneamento também está avançando aqui na região. Em 2022, Caieiras, Francisco Morato, Franco da Rocha tinham zero de coleta e tratamento de esgoto. Hoje, a gente está chegando perto de 60%.”
Governo de SP tenta reduzir impacto histórico das chuvas com piscinão
Junto de outros piscinões, o sistema passa a oferecer um amortecimento total de quase 1 milhão de metros cúbicos. Com investimento de R$ 139 milhões, o reservatório deve amortecer picos de cheia durante períodos de chuva intensa.
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A estimativa é que cerca de 47% da vazão máxima do Ribeirão Eusébio no encontro com o Rio Juquery diminua, o que evitará alagamentos do centro de Franco da Rocha durante o período de chuva.
As intervenções buscam amenizar um problema histórico da região. Há décadas, os municípios enfrentam enchentes provocadas pelo transbordamento do Rio Juquery, além de deslizamentos de terra em áreas de risco.
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Enquanto Franco da Rocha sofre com alagamentos no centro comercial, Francisco Morato convive com a força das águas que descem de encostas e atingem moradias.
Instalado na Bacia do Córrego Tapera Grande, o piscinão faz parte de um sistema mais amplo de drenagem urbana. Ele se insere em um conjunto de reservatórios e intervenções hidráulicas já implantadas na bacia, incluindo outros dispositivos que atuam na contenção e na redistribuição da água.
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Estudos técnicos mostram que, quando operam de forma integrada, essas estruturas podem reduzir significativamente a vazão dos córregos — em alguns pontos, com queda superior a 70% nos picos de cheia.






































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